Mãe e padrasto matam e queimam o corpo do filho homossexual em São Paulo

Tatiana Lozano Pereira e Alex Pereira, mãe e padrasto, foram presos nesta quarta (11) em Cravinhos (SP) após terem confessado à polícia terem matado a facadas o filho homossexual Itaberli Lozano, de 17 anos.

Segundo um tio paterno, Dario Rosa, a mãe não aceitava a homossexualidade do filho, que foi encontrado carbonizado em um canavial. Gerente de supermercado, Tatiana, de 32 anos, e o padrasto e tratorista, Alex, de 30 anos, disse por meio de seu advogado que as facadas foram desferidas em legítima defesa após uma discussão com o jovem. Depois, o corpo foi levado por eles até o canavial onde o queimaram.

“A mãe dele não aceitava e a gente já desconfiava, porque ela não quis prestar queixa. Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse o tio ao jornal JB.

Foto: Reprodução Facebook. Itaberli Lozano

Ainda segundo Dario, a mãe não aceitava o fato do filho ser gay e, por isso, Itaberli foi morar com os familiares por um tempo. Dario acredita que o crime tenha motivações homofóbicas.

“Esse caso trágico é um dos muitos retratos que temos da LGBTFOBIAfobia em nossa sociedade. Embora tenhamos a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, anda é triste saber que a intolerância, inclusive dentro das famílias de LGBTS, ainda persiste e pode matar. E mata. Que esses atos bárbaros fortaleçam a luta por uma lei que puna os requintes de crueldade existentes nos crimes de LGBTFOBIA.”, enfatiza Fernando Quaresma, advogado e presidente da APOGLBT SP.

Grupos, ativistas e coletivos estão promovendo um ato dia 29/01 no Masp, em São Paulo, contra essa violência às pessoas LGBTS, para confirmar sua presença, o link no Facebook é:
https://www.facebook.com/events/347664998950730

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