Ministério da Educação retira "orientação sexual" e "identidade de gênero" da base nacional curricular

Divulgado a jornalistas, o Ministério da Educação apresentou uma prévia do documento que servirá como referência sobre o que deve ser ensinado em todas as escolas públicas e privadas do país. Um verdadeiro retrocesso.

A nova versão da base nacional curricular foi alterada e as expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual” não fazem mais parte do programa. Apresentada na quinta (06), no site oficial da base, promove um retrocesso as questões ligadas a educação sobre diversidade sexual.

No trecho antigo, dizia “A equidade requer que a instituição escolar seja deliberadamente aberta à pluralidade e à diversidade, e que a experiência escolar seja acessível, eficaz e agradável para todos, sem exceção, independentemente de aparência, etnia, religião, sexo, identidade de gênero, orientação sexual ou quaisquer outros atributos, garantindo que todos possam aprender.”

Já no novo trecho, “”a equidade requer que a instituição escolar seja deliberadamente aberta à pluralidade e à diversidade, e que a experiência escolar seja acessível, eficaz e agradável para todos, sem exceção, independentemente de aparência, etnia, religião, sexo ou quaisquer outros atributos, garantindo que todos possam aprender.”

Para o educador, escritor e mestre em literatura Roberto Muniz Dias, “As crianças e pré-adolescentes convivem num mundo repleto de diversas individualidades. Como colocá-las à parte disso, excluindo da discussão sociolinguística, o contato, o convívio e experiência com o outro? E este outro é um menino ou menina trans; um menino ou uma menina com orientação sexual diferente, como estabelecer um discurso de empatia e respeito sem nominá-los?’ Não é um erro técnico do MEC; é um erro proposital de uma ideologia essencialmente conservadora e anacrônica.”

 

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