Por meio das redes sociais, o presidente da ONG ABCDs Marcelo Gil, desde 22/04/16 publica informações que não condizem com a realidade proposta pela APOGLBT para o ano de 2016 referente a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo sobre a organização dos trios elétricos que compõem nosso movimento social. Por isso, a APOGLBT vem a público esclarecer alguns fatos:

1. Desde Outubro de 2015, a APOGLBT vem se reunindo com ONGs e Coletivos LGBTS, além de pessoas independentes, com a finalidade de discutir a Parada que queremos em 2016. No último dia 16/04/2016 aconteceu a 12ª segunda reunião. Ao longo destes meses, foi neste coletivo que escolhemos o tema da parada, a arte do tema e outras conjecturas. Vários debates produtivos aconteceram nestes sete meses e entre as principais decisões do grupo foi referente a organização dos trios elétricos como veio se estruturando ao longo dos anos: trios separados (de outras ONGs e/ou empresas privadas) onde a comunicação do tema da Parada, que deveria ser única, acabava se perdendo ao longo dos trios. Por este motivo, a principal mudança para a Parada de 2016 é justamente a unificação dos trios: pela primeira vez, ao longo desses últimos 19 anos, todos os 15 trios da Parada do Orgulho LGBT 2016 serão, em sua maioria, da APOGLBT. Isto significa que não teremos trios elétricos de outras ONGs, empresas ou até mesmo dos nossos possíveis patrocinadores. O objetivo, com esta unificação, é justamente ter uma comunicação mais efetiva do “Tema da Parada” deste ano, que é: “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as Pessoas Juntas Contra a Transfobia”. Onde todos os trios elétricos, independente de terem militantes, artistas, gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, etc, possam, juntos, levar a mesma comunicação e objetivo, empoderando e deixando a Parada com cara de menos “eu” e mais “nós”.

2. Com base nesta principal decisão, o senhor Marcelo Gil, presidente da ONG ABCDs, publicou em suas redes sociais, onde temos todas as conversas salvas eletronicamente, dizendo que ele e seu trio foram expulsos da APOGLBT e consequentemente, da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo neste ano. Segundo ele, sua ONG não terá mais o trio exclusivo na Parada. Estas informações que ele propaga são inverdades. Ninguém foi expulso! Apenas ocorreu uma mudança de estratégia da APOGLBT com relação aos trios, baseado em diversas reuniões, citadas acima, e que ele mesmo não participou da maioria e nem enviou um representante de sua ONG para acompanhar estas novas decisões. Novamente, frisamos que em momento algum, Marcelo Gil e sua ou outra ONG foram expulsas do nosso movimento social. Apenas as estratégias foram modificadas, e nós democraticamente e conscientemente, não abriremos exceções para privilégios em 2016.

3. Outro ponto interessante e que deve ser frisado é que o senhor Marcelo Gil, e alguns membros de sua ONG ABCDs, foram convidados para participarem do nosso trio de militância em 2016, junto com outros militantes e ONGs. Mais um motivo que deixa claro que o mesmo não foi expulso da Parada ou de nossos eventos políticos e sociais.

4. Para finalizar esta nota de esclarecimento, nós da APOLGBT, informamos que estamos profundamente indignados e chateados com essas declarações falsas do senhor Marcelo Gil da ONG ABCDs, que além de não ter entendido as estratégias para a Parada que queremos em 2016, não se solidariza pela nossa causa, além de tudo já explanado acima, propaga inverdades sobre a organização do nosso evento político.

5. Todos nós sabemos que temos inimigos reais, fortes e que querem, dia após dia, nos verem mortos apenas por termos uma orientação sexual diferente das deles. Ficar criando alardes com ataques falsos entre nós, iguais, só gasta energia com o não comprometimento solidário com o movimento LGBT brasileiro.

6. Esperamos que atitude impensadas como estas não voltem a acontecer, e que não precisemos investir tempo em uma nota de esclarecimentos para apresentar os fatos verdadeiros que já é de conhecimento da ONG e dos grupos e pessoas que vem participando das nossas reuniões de trabalho desde Outubro de 2015, como já dito anteriormente.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa da APOGLBT
www.paradasp.org.br

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