Organizações de Paradas LGBT+ do estado de São Paulo criam comitês regionais

Um dia e meio de atividades foi o suficiente para 51 organizadores de Paradas LGBT+ do estado de São Paulo trocar experiências, informações e criar cinco comitês regionais para dar continuidade às ações de fortalecimento do movimento. Assim foi o 2º Encontro de Organizações de Paradas LGBT+ do Estado de São Paulo, realizado, semana passada, pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT-SP) em parceria com o Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS ( (CRT-SP). 

O encontro ainda contou com dirigentes de Paradas de sete capitais Belo Horizonte, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Belém, Porto Alegre e Salvador, além de São Paulo. O primeiro tema debatido foi a importância da formalização legal das entidades, ministrado pelo Sebrae SP. Nas primeiras horas do encontro, também foi lançado o projeto + Orgulho 2020. O diretor do Museu da Diversidade, Franco Reinaudo, anunciou que 15 Paradas do estado serão selecionadas pelo projeto e receberão apoio financeiro para um trio elétrico e o pagamento de uma atração artística. As melhores práticas no uso das redes sociais também foi um tema trazido pelas organizações de Florianópolis e Vinhedo. 

A pauta da saúde foi bastante abordada por representantes do CRT-SP, como os novos protocolos de uso da PreP, prevenção combinada e questões integrais da saúde da população LGBT+. Entender o papel e a responsabilidade que tem uma liderança LGBT+ diante do movimento, como dialogar com a sociedade e com quem pensa diferente foi uma das mesas com maior engajamento. Assim como foi a troca de informações com a Comissão Arns de Direitos Humanos. O mesmo para a história do movimento LGBT+ e das políticas públicas discutidas pelo do ex-coordenador de Políticas para Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Cássio Rodrigo. 

A palestra do gerente-geral da Aids Healthcare Foundation do Brasil (AHF), Beto de Jesus, sobre a necessidade de identificação de parceiros e formação de redes de apoio também teve a atenção da plateia.  Mas certamente, um dos ápices do encontro foi a participação do escritor, jornalista, dramaturgo e ativista João Silvério Trevisan, que trouxe sua visão do risco de fragmentação que o movimento LGBT+ corre com a multipolarização em torno das lutas identitárias. 

“Foram dias de aprendizado que irei levar pra militância com muita certeza”, diz Maria Fernanda, do Coletivo LGBT Joaquinense,  de São Joaquim da Barra. Nesse cenário de palestras, debates e muita troca de experiências, as organizações de Paradas ainda tiveram tempo de trabalhar em grupos para definirem os comitês regionais, que funcionarão como núcleos de apoio e articulação entre as organizações, cujo objetivo é fortalecer o movimento LGBT+ no estado.  

“O encontro foi uma maneira de construir novos aliados, estreitar os laços dos organizadores e além auxiliar na busca de informações fundamentais sobre políticas públicas LGBTI+. Sem dúvida um evento que ajudou muito para crescimento de cada organizadores e entidades”, destaca Tom Sake, presidente da Ong Liberdade de Amar de Votuporanga. A interação entre militantes e organizadores de Paradas também foi algo relevante tratado, lembra Douglas Holanda, presidente da  Associação da Parada e Apoio LGBT de Campinas. “A troca de vivência pode mudar o rumo total das ações tomadas. Saí de lá inundado de tanta informação e com ainda mais vontade de lutar pelos nossos direitos!”

 

Diretoria APOGBLT SP
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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é o jornalista (MTB 80753/SP) responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Para a página de Imprensa, aqui. Contato com a Diretoria da ONG, aqui. Seja um Associado/a, aqui