Pastor é obrigado a se desculpar após discurso homofóbico em culto

Carlos César Januário, pastor da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, sul da Bahia, teve que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e se retratar após ser denunciado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por discurso homofóbico em um culto que estava sendo transmitido pela internet.

O culto foi transmitido no final de Junho e era relacionado ao Dia do Orgulho LGBT+, celebrado em 28 de Junho. Além de utilizar o termo de forma incorreta (o pastor usou “homossexualismo” ao invés de “homossexualidade”), ele ainda disse “Nós estamos vendo o que está acontecendo com as crianças no mundo. Olha o que essa empresa de sanduíches está fazendo e outras que já fizeram também. A [empresa de cosméticos], que também faz promoção do homossexualismo. É para a gente não comprar mais perfume da Natura“.

Denunciado pelo servidor público federal Mateus Cayres, de 29 anos, e acatado pelo MP-BA, o termo foi firmado por meio da promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho.

O pastor, no último dia 10, divulgou em seu canal no Youtube um vídeo se retratando durante um de seus cultos. Além disso, ele se comprometeu a não falar mais palavras que possam ter conotação discriminatória sobre pessoas LGBTs, como é o caso do termo inapropriado “homossexualismo”.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é o jornalista (MTB 80753/SP), escritor LGBT premiado e responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOLGBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Para a página de Imprensa, aqui. Contato com a Diretoria da ONG, aqui. Seja um Associado/a, aqui