Presos LGBTs em MT são tratados com isolamento e exorcismo

Segundo nota do G1, em relato feito pelo grupo SOMOS, ONG do Rio Grande do Sul, LGBTs estão sendo vítimas de castigos com isolamento e exorcismo. Se para a sociedade em geral presos são considerados com descaso, para LGBTs nesta situação, tudo fica ainda mais grave por conta da LGBTfobia.

Segundo relatos de presos LGBTs da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis – Mato Grosso, embora tenha alas específicas para homossexuais, quando algo sai errado, tem alguma discussão ou pequenos desentendimentos, eles são forçados a participar da ala evangélica, onde devem participar de cultos e passam até por sessões de exorcismo para se libertarem da homossexualidade.

Outro castigo bastante frequente é o isolamento.

Segundo a ONG, as visitas, pesquisas e estudos com presidiários LGBTs vão embasar um grande seminário nacional, previsto para Julho de 2019. O principal objetivo é pensar em novas políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT, especialmente, abrangendo o sistema prisional do país.

Por outro lado, segundo Amaury Paixão, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso, ainda não foi recebido nenhuma queixa de agressão por parte dos servidores. O que, sabemos, não significa que os mesmos não estejam passando pelas punições que relatam.

Por isso é importante que pessoas LGBTs, em qualquer lugar, sempre relatem, façam boletim de ocorrência e informem autoridades sobre abusos.

Calar-se, nunca foi e nunca será o melhor caminho.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é o jornalista (MTB 80753/SP) responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Para a página de Imprensa, aqui. Contato com a Diretoria da ONG, aqui. Seja um Associado/a, aqui