quarta-feira, julho 26, 2017
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Quando falamos sobre cultura, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Sendo um dos setores mais explorados, a música está presente na vida da maioria da população, que é composta por diferentes pessoas, de diferentes gêneros, cores e classes sociais.

Apesar dessa diversidade, os “fabricantes” de cultura, atualmente, são majoritariamente heterossexuais. Para para que essa cultura da diversidade possa refletir a realidade e sentimentos de todos, uma coisa é essencial: a representatividade.

Por isso, listamos abaixo 15 artistas LGBTs que estão dominando o mercado sonoro brasileiro. Confira:

– Jhonny Hooker

Com mais de 10 anos de carreira, o cantor e ator nascido em Recife é assumidamente Gay, e já recebeu diversos prêmios por seu trabalho. O visual performático e maquiagens fortes lembram Ney Matogrosso, mas isso não torna Hooker menos autêntico.

Multimídia, o artista já fez novela na Globo (“Geração Brasil”), e já teve suas canções na trilha sonora de outras produções.

– Gloria Groove

Nascida na zona leste de São Paulo, Gloria Groove é profissional quando o assunto é empoderamento. Seu maior sucesso, “Império”, já conta com quase 2 milhões de visualizações no Youtube.

O pouco tempo de carreira não impediu a Drag Queen Rapper de conquistar seu espaço. Negra e periférica, Groove é uma voz LGBT num meio totalmente machista e homofóbico.

– Daniela Mercury

Já consagrada no cenário musical do Brasil, Daniela se assumiu lésbica recentemente e desde então, luta publicamente pela igualdade de gêneros.

A cantora foi abraçada rapidamente por toda a comunidade LGBT, e se considera uma “diva gay”.
Mercury é a prova de qualquer pessoa pode ser “o canto dessa cidade”. E continuar incrível.

– Rico Dalasam

Gay, negro e periférico, o rapper que une o movimento negro e o LGBT tem uma forte voz. Dalasam tem um discurso militante e de aceitação, além de roupas e acessórios que fazem qualquer um repensar as questões de gêneros atuais.

Sua música , “Aceite-c”, imprime com exatidão a imagem do artista, que merece bastante atenção do público.

– Mulher Pepita

Hey Pepitaaaaa!

Facilmente associada ao ativismo LGBT, Pepita é uma das primeiras funkeiras transexuais do Brasil. Moradora da cidade do Rio de Janeiro, ela é sucesso nas noites cariocas.

A cantora voltou aos holofotes depois da participação na música “Chifrudo”, de Lia Clark.

– Aretuza Lovi


Aretuza é uma Drag Queen que canta, dança, faz humor e tudo mais que uma boa drag faz. Ela é reconhecida por muitos como um dos ícones LGBT de Brasília, participando de paradas e campanhas contra Homofobia.

Seu trabalho mais famoso, “Catuaba”, é uma parceria com Gloria Groove e conta, atualmente, com quase 2,5 milhões de visualizações no Youtube.

– Mc Linn da Quebrada


Um dos discursos mais fortes, politizados e militantes do mercado sonoro, Linn da quebrada sabe passar sua mensagem.

Seu single, “Bixa Preta”, é um hino de aceitação e empoderamento. “Bixa estranha, louca, preta e da favela”. Ela é referencia de resistência.

Você PRE-CI-SA conhecer essa mulher!

– Banda Uó


Formada em 2010, a Banda Uó é sucesso desde sempre. Com quase 3 milhões de visualizações, a paródia de “Whip My Hair”, intitulada “Shake de Amor”, arremessou a banda aos holofotes.

Composta por Candy Mel (Mulher trans), Davi Sabbag e Matheus Carrilho, a banda faz até o mais tímido da roda de amigos cair na dança.

– Mc Trans


“Mc Trans” é como é conhecida Camilla Monforte, uma cantora e compositora trans de funk.

Conhecida por alguns como “Transanitta” (Porque fazia cover da Anitta), ela já morou na rua por não ser aceita por sua família, e hoje, usa a voz que tem para transmitir mensagens de igualdade e empoderamento LGBT.

Seu clipe, “Lacração”, já tem mais de 2 milhões de reproduções. É impossível não dançar ao som de Mc Trans.

– Silva


Cantor, compositor e produtor musical, Silva é assumidamente bissexual. Em “Feliz e ponto”, o artista nascido no Espírito Santo aparece celebrando todas as formas de amor. A produção conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Com sonoridade bastante agradável, Silva conquistou rapidamente o público.

– Mc Xuxu


Mc Xuxu é travesti, funkeira e está conquistando seu espaço no mercado musical. Ela quer passar a diversidade em suas letras com alegria e animação.

“Um beijo” foi o primeiro sucesso da cantora, e hoje, conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Xuxu é um verdadeiro poço de militância e resistência. “As gay, as bi, as trans e as sapatão, o clã tá formado pra fazer revolução”.

– Jaloo


Inventivo e lúdico, Jaloo é um cantor e compositor nascido no Pará, que se declara uma pessoa não-Binária.

Os clipes são sempre uma obra de arte, e o estilo de Jaloo é um caso a parte: Ele é um verdadeiro quebrador de regras.

Um verdadeiro exemplo de resistência.

– Liniker


Com uma voz de arrepiar, Liniker é gay, negro e periférico. Sente na pele o que é fazer parte de vários segmentos que sofrem preconceito em nossa sociedade, mas converte esse preconceito em força para disseminar sua mensagem.

Elx é vocalista da banda “Liniker e os Caramelows”, e sua imagem é marcada por quebrar todas as regras de gênero estabelecidos. Brinco, maquiagem, turbante e vestidos são peças essenciais na criação de Liniker.

– Lia Clark


É isso mesmo, hein!

Lia Clark é uma das mais famosas drag queens do Brasil. Cantora e compositora de pop e funk, ela é dona de alguns hits que são obrigatórios nas baladas do país.

A drag de 25 anos ficou nacionalmente conhecida com a música intitulada “Trava Trava”, que, hoje, conta com mais de 3 milhões de visualizações.

Além disso, a diva arrastou milhares de fãs durante os blocos de carnaval de 2017.

– Pabllo Vittar


Pabllo Vittar é uma drag, cantora e compositora nascida no maranhão. A diva foi introduzida na mídia com “Open Bar”. Depois disso, só sucesso compõe a carreira de Vittar.

Em Janeiro de 2016, ela foi anunciada como a vocalista da banda do programa “Amor e Sexo”. E em 2017 lançou seu primeiro álbum, “Vai passar mal”.

Presente no álbum, está o hit “Todo dia”. A parceria com Rico Dalasam foi eleita a música do ano no carnaval e, hoje, com quase 13 milhões de visualizações é o vídeo de drag queen mais popular do mundo, ultrapassando a drag americana, Rupaul.

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Como alguns sabem, Heitor Werneck foi escolhido para cuidar da parte artística de alguns eventos do Mês do Orgulho LGBT em 2017, como a Parada LGBT de São Paulo e a Feira Cultural LGBT.

Para isso, ele está cadastrando artistas dos mais variados ramos para uma possível contratação. Todxs serão bem-vindxs: cantores, drag queens, grupos de dança, shows diversos, grupo de teatro, etc.

O cadastro deverá ser feito até o dia 30 de Maio. Possivelmente os artistas terão que fazer uma performance para a seleção que ocorrerá em uma casa noturna no centro de São Paulo.

Todos os detalhes serão informados as pessoas cadastradas pela assistente do Werneck. Após o cadastro, é necessário aguardar o contato dela.

Boa sorte!