quarta-feira, agosto 23, 2017
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bissexualidade

A GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) é um das maiores e mais respeitadas organizações de pesquisas dos EUA. Entre seus trabalhos conhecidos, ela orienta jornalistas e profissionais da mídia a retratar de forma não estereotipada gays e lésbicas. E mais, anualmente, premia atores, personalidades e profissionais que fazem um bom trabalho ligados à diversidade sexual. Esta premiação deles é semelhante ao nosso Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade.

Recentemente, a GLAAD publicou uma pesquisa onde mostra que, 20% da chamada Geração Y, se identificam com uma das siglas LGBT. Para quem não sabe, dentro da sociologia, o conceito “Geração Y”, para alguns autores são pessoas que nasceram após 1980 ou segundo outros, pessoas que nasceram entre 1970 e 1990: em outras palavras, que possuem mais afinidade com a Internet.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 adultos em novembro/16 para o estudo chamado “Aceleração e Aceitação 2017”. O resultado analisado demonstrou que, aqueles que tinha entre 18 e 34 anos, são mais sucetíveis a se identificarem com as identidades LGBTs.

Segundo Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, disse que “Esse estudo mostra que uma maravilhosa era de entendimento e tolerância entre as pessoas mais jovens – um sinal inspirador de esperança para o futuro”.

A pesquisa completa (em inglês) pode ser consultada aqui:
http://www.glaad.org/publications/accelerating-acceptance-2017

Um triangulo bissexual é mote da comédia romântica “3 Formas de Amar” no Teatro Augusta.

No final de 1994, estreava no Brasil um filme despretensioso que abordava a relação entre três jovens diante de novas possibilidades de amar. O tempo passou e “3 formas de amar” ainda é referência na lista de filmes com temática LGBT e registro marcante na memória de muitos trintões. Para a alegria dos nostálgicos, a versão teatral estreou dia 1 de outubro e fica em cartaz até o final do mês, sempre aos sábados e domingos no Teatro Augusta.

Nesta nova versão, livremente inspirada no filme, os papeis de Josh Charles, Lara Flynn Boyle e Stephen Baldwin são vividos respectivamente pelos atores Tiago Pessoa, Thalyta Medeiros e Diego Biaginni. Eles interpretam três jovens que dividem o aluguel e as despesas de um apartamento em São Paulo. Amor, incertezas e muitos desejos fazem parte do universo desses jovens que ainda se prepararam para a famigerada vida adulta.

Na comédia, dirigida por Renato Andrade, Leo é um rapaz acanhado, recém-chegado do interior, Alexia é uma aspirante a atriz e Vinicius é o vértice divertido e irresponsável do triangulo amoroso que se forma entre eles. São desconhecidos, completamente diferentes, mas que se aproximam em meio às dificuldades de se viver em uma grande metrópole. Aos poucos, surge uma amizade e um imbróglio amoroso, repleto de questionamentos típicos da juventude.

Embora se passe nos anos 90, época em que bissexualidade ainda era um assunto abafado, a história não se foca nos dramas ou discussões sobre o tema. Seu diferencial é apresentar uma relação de poliamor de maneira simples e divertida. É uma história sobre três jovens, que em dado momento, se veem apaixonados uns pelos outros e precisam lidar com esse sentimento, com o amor e suas infinitas formas de amar.

Ficha Técnica:

ADAPTAÇÃO: Pessoa Produções
DIREÇÃO: Renato Andrade
ELENCO: Diego Biaginni, Thalyta Medeiros e Tiago Pessoa.
FOTOS: Caio Gallucci
LUZ: Bob Lima
CENÁRIO: Cristiano Panzarin
FIGURINOS: Renato Andrade

SERVIÇO:

LOCAL: Teatro Augusta (Rua Augusta 943, Consolação), sala principal, 304 lugares. Estacionamento conveniado. Acesso a deficiente.
DATA: 01/10 até 30/10 (Sábado 22h e Domingo 20h)
INGRESSOS: R$50,00 (Inteira). Aceita cartões.
INFORMAÇÕES: (11) 3151 4141
DURAÇÃO: 70 min
GÊNERO: Comedia Romântica
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

A Celebrate Bisexuality Day é a data instituída na 22ª Conferência Mundial da ILGA (International Lesbian and Gay Association] para Celebrar a Bissexualidade. Comemorada sempre no dia 23 de Setembro, a ideia é ter uma chamada às pessoas bissexuais e suas famílias, aliados e amigos para reconhecer e celebrar a comunidade bissexual, cultura, pessoas bissexuais e toda a sua história.

Seus criadores, Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur, três ativistas americanos, disseram que a escolha do dia 23 de Setembro foi por marcar a data da morte do pai da psicanálise, o austríaco Wagner Paulon Sgismund Schhomo Freud, como sendo o primeiro grande teórico a falar sobre a existência da bissexualidade.

Na ocasião, Wilbur disse:

Depois da rebelião de Stonewall, a comunidade gay e lésbica cresceu em força e visibilidade. A comunidade bissexual também cresceu na força mas de muitos modos somos ainda invisíveis. Também fui condicionado pela sociedade para tachar automaticamente um casal que anda de mãos dadas como hetero ou gay, dependendo do gênero percebido de cada pessoa.

Segundo a ILGA, esta celebração da bissexualidade surgiu especialmente como uma resposta a invisibilidade, preconceito e marginalização das pessoas bissexuais pela sociedade e até mesmo dentro das comunidades LGBTs.

Além de escrever e dirigir o seriado, Desiree Akhavan, norte-americana e bissexual assumida, viverá a protagonista Leila, que se muda para Londres e está recém-separada da namorada Sadie.

No novo apartamento, convive com Gabe, um homem heterossexual que não sabe viver bem com lésbicas. No entrosamento dos dois, Gabe ajuda Leila a conhecer outros homens e é aí que as coisas esquentam. Com o título de “The Bissexual”, a série será exibida no canal britânico Channel 4 e, segundo Desiree, este é um “olhar honesto sobre a bissexualidade”.

Até o momento, o canal não informou quando será a estreia e nem quantos episódios já foram gravados. Porém, segundo sua produtora executiva, Naomi de Pear, “The Bissexual será um olhar descaradamente cru, questionando a forma como as pessoas estão expostas por meio dos seus sexos e relacionamentos e suas regras, armadilhas e preconceitos em torno disso”.

Agora vamos aguardar!