quinta-feira, junho 22, 2017
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casamento homoafetivo

O casamento é a maneira legal que a sociedade encontrou para oficializar a união entre pessoas que se amam. Como sabemos, a manifestação do amor ultrapassa as barreiras de sexo e gênero, mas ainda hoje existem países que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Sinônimo de tradicionalismo e bons costumes, os países asiáticos são um excelente exemplo de onde isso acontece, mas parece que a situação por lá está mudando. A justiça da ilha deu o primeiro passo para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na quarta passada 24.

O Código Civil de Taiwan afirma que o contrato de matrimônio só pode ser assinado por um homem e uma mulher, mas a Corte Constitucional determinou que isso vai contra a constituição do lugar, que garante o direito ao casamento e igualdade entre todos os cidadãos.

Centenas de pessoas comemoraram a decisão em frente ao parlamento de Taiwan.

O governo tem 2 anos para aplicar a decisão, e caso o parlamento não aceite, a corte afirma que casais homossexuais poderão fazer o registro de casamento conforme sua interpretação.

Por estas e outras acreditamos em um mundo melhor para todos e todas!

Segundo dados das Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgadas na quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento de casamentos homoafetivos no ano de 2015 foi 5 vezes maior que o crescimento dos casamentos realizados entre homens e mulheres.

O crescimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo foi de 15,7% e o de pessoas de sexo diferentes foi de 2,7% com relação ao ano anterior.

Em 2013, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou a Resolução 175 que determina que todos os cartórios celebrem o casamento civil ou conversão da união estável em casamento homoafetivo.

Segundo o IBGE, o incentivo à oficialização das uniões por meio de casamentos coletivos decorrentes de parcerias entre prefeituras, cartórios e igrejas, contribuiu, em grande medida, para o crescimento do número de casamentos oficiais em alguns estados brasileiros. Entre os que tiveram esse aumento, o Acre (40,0%) foi o mais expressivo. Apenas sete estados apresentaram diminuição nos números de registros, sendo as principais reduções na Paraíba (-7,7%) e no Sergipe (-6,3%).

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo mostrou que a maior proporção também se dá entre solteiros, com 86,7% entre os homens e 77,7% entre mulheres. Os diferenciais entre os sexos masculinos e femininos se deu, em maior medida, nas proporções de casamentos entre solteiros e divorciados, que foi mais expressivo entre casamentos femininos, com 19,4% dos registros, em relação aos homens, cujo percentual foi de 10,9%;

Não precisa ser LGBT para defender LGBTs. Com essa ideia em mente a cantora Kylie Minogue e seu namorado, o ator britânico Joshua Sasse, disseram que não irão se casar na Austrália em protesto pela não legalização do casamento gay.

Segundo o The Guardian desta quinta, 06, Sasse deixou bem claro o motivo:

“Há chances de termos um casamento em Melbourne [onde Kylie nasceu], mas não vamos nos casar até que [o casamento gay] seja legalizado na Austrália. (…) Quando descobri que o casamento gay é ilegal no país, fiquei chocado. Simplesmente não consigo compreender, tanto moral quanto religiosamente ou em qualquer outro nível, que eu tenho o direito de me casar com a pessoa que amo e que outra pessoa não pode por causa de sua orientação sexual.”

Tão querida no mundo por seus fãs LGBTs, Kylie Minogue e Joshua Sasse ganharam repercussão mundial por conta deste protesto.

Segundo cronograma, existe um plebiscito agendado para fevereiro de 2017 convocado pelo governo australiano para saber se os cidadãos são ou não favoráveis a legalização do casamento gay.

Quando grande parte dos cidadãos são conscientemente favoráveis, incluindo personalidades, o mundo fica melhor para todos: afinal, todos nós temos direito ao amor, a felicidade, ao namoro, ao casamento e a constituição de nossas próprias famílias.

“Ele disse sim”, frase publicada no Twitter de Tom Bosworth no início desta semana. E não é para menos, o Rio de Janeiro vem conquistando o coração de muitos atletas e como vocês puderam acompanhar em nosso portal, Isadora Cerullo beijou sua companheira e a pediu em casamento, sendo noticiado nos principais veículos de imprensa do Brasil e do mundo.

Imaginávamos que este seria o único caso de pedido de casamento homoafetivo nas Olimpíadas Rio 2016 mas, para a nossa surpresa e alegria, não.

O astro britânico da marcha atlética Tom Bosworth escolheu as areias da praia de Copacabana como cenário para pedir seu namorado Harry Dinley em casamento. Tom e Harry compartilharam o momento do pedido e uma foto do anel no Twitter.

Para quem não sabe, Tom Bosworth, de de 25 anos, assumiu sua homossexualidade no ano passado:

“Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay”, disse, e acrescentou: “Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos”.

Esperamos ver outras demonstrações homoafetivas assim! Para o amor, tudo vale a pena, hoje e sempre!