sábado, abril 29, 2017
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chega de transfobia

Créditos da imagem: www.tortadeclimao.com.br e krisbarz.squarespace.com

A intolerância existente nos casos de homofobia (ligados a orientação sexual) ou transfobia (ligados a identidade de gênero) não atingem apenas pessoas LGBTs, atingem também familiares, amigos ou conhecidos.

Foi o que aconteceu domingo (25) com o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação de metrô Pedro II em São Paulo. Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, a briga começou do lado de fora da estação, quando a travesti Raissa chamou a atenção de dois rapazes que urinavam na rua. Irritados, começaram a agredi-la.

Raissa tentou escapar e, na fuga, já dentro do terminal, foi socorrida por Ruas que tentou defende-la. Ela escapou, mas ele, não. Pelas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do metrô, ele caiu e os dois desferiram vários socos e chutes na cabeça do ambulante. Depois de alguns segundos, sem reação da vítima, eles pararam e foram embora. Não satisfeitos, voltaram e desferiram mais socos.

Identificados como Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, os agressores, segundo Gonçalves, são primos e moram próximos. Um deles teria brigado com a esposa, bebido muito na ceia de Natal e se irritou com a travesti e também com morador de rua e carroceiro José Vieira Filho que, em entrevista ao G1, disse que é homossexual.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) há suspeita de um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

O ambulante foi socorrido por funcionários do metrô, mas não resistiu e morreu no hospital Municipal Vergueiro.

Na Internet, grupos e militantes independentes estão organizando um Ato em Memória de Luiz Carlos Ruas, em forma de agradecimento ao ambulante por sua coragem e apoio à sua família. Quem puder comparecer, será no dia 30 as 15h na estação Dom Pedro II. Até o momento, mais de 1.300 pessoas confirmaram presença. O link é:

https://www.facebook.com/events/1422719047761053/

Por Sérgio Viula

RIO, Brasil: O caso aconteceu em 12 de setembro. Enquanto uma travesti era espancada à luz do dia numa rua do Rio de Janeiro, pedestres, motociclistas e outros indivíduos passavam e até gravavam a cena sem fazerem nada para salvar a vida das travestis.

O caso se espalhou como fogo pela internet no Brasil e chegou a importantes redes de TV tais como o GloboNews, que atualizou as informações do caso neste dia 14.

De acordo com os investigadores, as travestis havia sido humilhadas dentro de uma van em Santa Cruz, zona oeste do Rio. Para se defender, uma delas teria desferido um golpe de faca contra um dos agressores. Depois disso, eles teriam avançado violentamente sobre ela ao ponto de quase matá-la em plena luz do dia.

Alguns meses atrás, o Brasil testemunhou uma discussão no Congresso durante a qual as pessoas transgênero foram deixadas de fora da agenda que visava a aumentar as proteções contra a violência baseada em gênero ou crime de ódio. As mulheres transgênero, que já estavam no texto do projeto, foram simplesmente excluídas. Isso quer dizer que o governo Brasileiro não fez e pretende não continuar fazendo nada para promover a paz e a igualdade no que se refere às pessoas LGBT, especialmente as pessoas transgênero, nesse caso especificamente.

É triste que mulheres tenham que andar armadas com facas, spray de pimenta e outras coisas para se defenderem do assédio e das agressões físicas por parte de homens machistas e transfóbicos nesse país. Esse tipo de crime deveria receber agravamento de pena, mas é também preciso educar para a inclusão. Vamos falar sobre gênero nas escolas e universidades, sim. Vamos falar sobre isso nas redes sociais. Vamos falar disso em toda parte e a qualquer momento, porque nenhum de nós escapa ao gênero, seja ele qual for.

Nos últimos quatro anos, mais de 300 pessoas LGBT foram brutalmente assassinadas no Brasil a cada ano.

As cenas do vídeo gravado são fortes:

chega de transfobia - governador valadaresA 4º Semana da Diversidade na cidade Governador Valadares foi um sucesso. Prova disso é o vídeo disponibilizado pelo cineasta Daniel Sellos e pela fotografa e designer Mariana Braz, com exclusividade, aqui em nosso portal.

O evento ocorreu no final de Junho deste ano, e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude (SMCELJ) e com o Núcleo de Debates Sobre Diversidade e Identidade (NUDIs).

Entre as atividades do festival, a tenda ”PAZ #ChegaDeTransfobia” deu continuidade e divulgou o projeto da APOGLBT SP no interior de Minas Gerais.

É isso mesmo. A campanha criada na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo neste ano, a #ChegaDeTransfobia, também foi divulgada lá: pintando rostos, criando arte e mostrando a diversidade!

Vamos ver o vídeo?

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Desde sábado a estudante M. L., de 18 anos, sofre com ameaças e é perseguida de forma assustadora: recebe ligações e até visitas em sua casa. Tudo porque ela esteve no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, para se alistar no serviço militar e alguém a fotografou dentro do quartel e espalhou a imagem nas redes sociais, assim como sua ficha de inscrição com seu nome de registro (que ela não usa).

 M. L., em reportagem para o Jornal Extra, disse que soube que suas fotos estavam sendo espalhadas pela internet por uma amiga. Logo em seguida começou a receber ofensas, ligações pedindo para sair e ameaças de morte. Assustada, foi procurar amigo na casa de parentes. Ela disse que, naquele dia, lembra de um soldado apontando o celular para ela, mas não imaginava o motivo.

Segundo a advogada Patrícia Gorich, presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família, que ajuda M. L. no caso:

“Ela viu um soldado com um celular no segundo andar do quartel, em um vão, mas não deu tanta atenção, pois não desconfiava que tamanho absurdo poderia acontecer. Ficou surpresa quando, no sábado, começaram a ligar para a casa dela e a mandar mensagem para o WhatsApp, o dia inteiro. Mandaram tanto mensagens de ódio quanto chamando para sair, chamando pelo nome de registro. Quando entrou no Facebook, viu que já tinha muita gente comentando que todos os dados dela estavam na internet: endereço, telefone, nome do pai e da mãe. A vida dela virou um caos”

Segundo M. L., ela publicou em seu perfil que foi conversar com o capitão do batalhão e contou o que aconteceu. Ele pediu desculpas e pediu para que ela aguardasse as coisas se acalmarem, sugeriu até trocar o telefone de sua casa, como se isso fosse resolver os dados causados. Foi então que ela registrou boletim de ocorrência e, depois que a história de tornou pública, a Coordenadoria da Presidência da República entrou em contato pedindo que a denúncia fosse formalizada.

Segundo a advogada, “Ela está com medo. E seu medo é legítimo. Ela foi exposta a uma situação vexatória. O nome e o rosto foram expostos, além de outros dados pessoais. E nenhum cidadão tem acesso à ficha pessoal de alistamento militar”.

Em comunicado, o Exército Brasileiro informou que teve conhecimento do fato e que já tomou as medidas administrativas necessárias para esclarecer o ocorrido. E que os envolvidos serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.

Ainda na nota, o Exército diz que não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos, dentro dos limites da lei. E que a instituição não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro.

Nota do editor/jornalista da APOGLBT: Diferente de outros veículos, borramos o rosto na imagem e não colocamos seu nome completo para evitar mais ainda sua exposição.

Quem participou das atividades do Mês do Orgulho LGBT promovido pela APOGLBT, sabe que a ONG lançou a campanha nas redes sociais “Marque-se #ChegaDeTransfobia” e que, felizmente, teve muitos adeptos! O que poucos sabem é que a campanha continua nas redes sociais fazendo muito barulho!

Quer participar? É muito fácil. Basta marcar o rosto com as cores da bandeira trans, tirar uma foto e publicar com a hashtag #ChegaDeTransfobia. Vale também marcar as mãos, alterar o fundo da imagem, tudo o que leve as cores da bandeira trans e principalmente a ideia do tema da 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo deste ano: “Lei de Identidade de Gênero, Já! Todas as pessoas juntas contra a transfobia“.

Veja agora alguns dos posts que encontramos na rede:

#ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Alex Viana (@fracasilva) em

Lei de identidade de gênero já! #chegadetransfobia

Uma foto publicada por Rafael Arrais (@rafaarrais) a

foi lindo, com muito amor e muita luta #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Bruno Arrais (@brunurbano) em

@ Colher foi presença na 16ª Feira Cultural LGBT de SP, em comemoração ao mês do Orgulho LGBT ?? #chegadetransfobia #feiralgbt #paradagay

Uma foto publicada por Colher de Sopa Filmes (@colherdesopafilmes) em

#chegadetransfobia #avenidapaulista #lgbt #trans #luta #paradalgbt #militancialgbt

Uma foto publicada por Raquel (@riaquel) em

#chegadetransfobia

Uma foto publicada por laila (@lailasouzaphoto) em

#chegadetransfobia #paradalgbt2016 #euapoioessacausa @paradasp

Uma foto publicada por The Life Is Made Of Choices.. (@amandaa_fs) em

#DireitoTrans #Trans #Transgênero #Travesti #Transexual #NomeSocialÉDireito #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por ObyZarling (@obyzarling) em

#chegadetransfobia

Uma foto publicada por laila (@lailasouzaphoto) em

Marque-se ??? #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Brends (@brendslima_) em

Maior manifestação mundial em favor dos direitos LGBT levantou bandeira contra Transfobia

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT confirmou sua posição como a maior manifestação em favor dos segmentos LGBT do mundo. Cerca de 3 milhões de pessoas acompanharam os 17 trios nos trajetos entre a Av.Paulista e Rua da Consolação, em São Paulo. O tema desta edição foi “LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, JÁ! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” #chegadetransfobia, em favor do segmento T: mulheres transexuais, homens trans e travestis. Este ano, a Parada do Orgulho LGBT passou a integrar o calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.

A manifestação contou com a presença do deputado federal, Jean Wyllys, autor da lei que tramita no Congresso para garantir os direitos civis do segmento T, celebridades e representantes da sociedade. Todos os trios trouxeram a bandeira T e frases que representavam cada um dos segmentos. A ideia era fazer uma grande mobilização para que a “Lei de Identidade de Gênero”, seja aprovada e que todos assumam a luta pelo fim da transfobia no Brasil.

A manifestação foi organizada pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT) com apoio da Four X Entertainment, Groupe 360 e OCP.

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT teve a parceria de Skol, Bob´s, Caixa e Prefeitura de São Paulo, que destinou R$ 1,5 milhão em estrutura para a Parada (divididos entre manifestação e show de encerramento)

E a campanha “Marque-se”, usando a hashtag #ChegaDeTransfobia continua nas redes sociais. A militância com alegria continua, o ano todo!