domingo, março 26, 2017
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Segundo nota no G1, Geferson Ribeiro de Souza, de 21 anos, e Daniemerson Brito da Silva, de 26 anos, foram desligados da empresa no dia em que voltaram de licença-casamento. A empresa alegou que eles faltaram dois dias indevidamente, por isso a dispensa. Porém, segundo eles, sofriam preconceito do chefe e de vários colegas do trabalho.

Eles namoraram por dois anos e oficializaram sua relação em cartório. Segundo o casal, eles receberam informações do departamento de RH que deveriam voltar ao trabalho após a licença-casamento. Mas, ao retornar, foram demitidos por conta das faltas.

“Fomos comunicados que seríamos desligados porque prejudicamos a empresa ao faltar dois dias. Só que foi o dia que eles determinaram. Colegas nos disseram que ficaria feio para a empresa ter dois caras casados”, disse Silva ao jornal.

A WB Componentes, por meio de seu advogado, nega que a demissão tenha sido motivada pela orientação sexual.  Segundo Geferson, os dois trabalhavam juntos há dois anos e eram constantemente alvo de chacota dos colegas. Sempre que um novo colaborador entrava na empresa, diziam para tomar cuidado com eles. Além de usarem termos pejorativos: viado, bicha, boneca, etc.

O advogado do casal, Danilo Belo Honório, defende que a companhia sabia da situação. E que ter demitido os dois justamente após a licença-casamento, fica claramente caracterizado o preconceito.

A ação do Ministério Público Federal, ajuizada em 2003 por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, buscou ampliar a interpretação da Lei 8.441/92 que determina o pagamento de indenização ao conjugue sobrevivente, equiparando o mesmo ao esposo ou esposa quando a união homoafetiva ultrapassar cinco anos e nos casos admitidos pela lei previdenciária.

Isso significa que casais gays terão os mesmos direitos já garantidos aos casais heterossexuais nos casos de morte cobertos pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

“A interpretação buscada é absolutamente correta, eis que as uniões homoafetivas, por interpretação inclusive das cortes federais e do próprio STF, tem reconhecidos direitos a tais situações na órbita da legislação previdenciária. O INSS reconhece formalmente tais direitos ao companheiro homossexual tanto no que pertine à pensão por morte, quanto no que concerne ao auxílio-reclusão”, disse  a desembargadora federal Marli Ferreira.

Qualquer notícia de descumprimento da decisão judicial deve ser comunicada ao Ministério Publico Federal por meio do site http://cidadao.mpf.mp.br

Com o tema “O amor transforma preconceitos”, o curta protagonizado por Laura Zanotti, maquiadora, mulher transexual e ativista LGBT, conta a história de uma tradicional família mineira que vive na zona rural.

Dirigido por Eduardo Zunza, no vídeo, a transexual sai de casa após rejeição e só volta na celebração dos 50 anos de casamento dos seus pais. Ela chega acompanhada pelo companheiro e pela filha.

Laura Zonetti diz que foi uma honra ter representado pessoas LGBTs, especialmente por ser uma mulher transexual, mostrando que todos existimos e estamos em todos os espaços.

O vídeo também faz parte da “Livres & Iguais”, campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pela igualdade LGBTI, com parceria da embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil.

Assista:

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Jozi Cats, primeiro time de rugby assumidamente gay na África do Sul, lançou uma campanha contra a homofobia utilizando-se expressões, gírias e estereótipos comuns direcionados à comunidade gay.

Segundo o presidente do time, Teveshan Kuni, a ideia da campanha é não somente atrair novos jogadores mas também criar um ambiente favorável para que outros atletas pudessem assumir sua própria orientação sexual.

morde-fronhas

Em uma das imagens da campanha, “Pillow Bitter” que, traduzindo para nossa cultura, ficaria algo parecido como “Morde Fronhas”, muito utilizado em brincadeiras preconceituosas para caracterizar homossexuais, Kuni ressalta a importância desta ação:

“O que estamos fazendo é tornar as pessoas conscientes do que elas dizem, e como isso pode afetar a comunidade. Um dos nossos jogadores sequer havia se assumido gay para seus amigos e sua família, então, para ele foi como um rito de “sair do armário”

Para Fabrício Viana, autor do livro sobre a homossexualidade “O Armário” e que neste ano completa 10 anos de existência, “Campanhas como esta são importantes para mostrar outras pessoas que assumir-se gay, bi ou lésbica não é o fim do mundo, seja no esporte ou fora dele; e pode ser bem mais libertador do que imaginamos. Uma vida sem mentiras, plena e satisfatória é o que precisamos. Por isso campanhas como esta devem ser compartilhadas sempre!”.

A campanha do time Jozi Catz pode ser vista no seu Facebook, perfil https://www.facebook.com/jozicats

Maior manifestação mundial em favor dos direitos LGBT levantou bandeira contra Transfobia

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT confirmou sua posição como a maior manifestação em favor dos segmentos LGBT do mundo. Cerca de 3 milhões de pessoas acompanharam os 17 trios nos trajetos entre a Av.Paulista e Rua da Consolação, em São Paulo. O tema desta edição foi “LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, JÁ! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” #chegadetransfobia, em favor do segmento T: mulheres transexuais, homens trans e travestis. Este ano, a Parada do Orgulho LGBT passou a integrar o calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.

A manifestação contou com a presença do deputado federal, Jean Wyllys, autor da lei que tramita no Congresso para garantir os direitos civis do segmento T, celebridades e representantes da sociedade. Todos os trios trouxeram a bandeira T e frases que representavam cada um dos segmentos. A ideia era fazer uma grande mobilização para que a “Lei de Identidade de Gênero”, seja aprovada e que todos assumam a luta pelo fim da transfobia no Brasil.

A manifestação foi organizada pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT) com apoio da Four X Entertainment, Groupe 360 e OCP.

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT teve a parceria de Skol, Bob´s, Caixa e Prefeitura de São Paulo, que destinou R$ 1,5 milhão em estrutura para a Parada (divididos entre manifestação e show de encerramento)

E a campanha “Marque-se”, usando a hashtag #ChegaDeTransfobia continua nas redes sociais. A militância com alegria continua, o ano todo!