sexta-feira, julho 21, 2017
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Na madrugada desta quinta, 13/07, o estudante Andrei Apolônio dos Santos teve seu celular roubado dentro de um ônibus e foi imediatamente até a 81ª DP de Niterói registrar o boletim de ocorrência. O que ele não esperava é que o policial de plantão não gostou de ter sido incomodado naquele horário e, por perceber que ele era homossexual, acabou sendo agredido, tendo diversas escoriações pelo corpo, hematomas e três dentes quebrados.

Andrei conta que quando chegou, haviam dois policiais na delegacia, mas somente um deles agiu com as agressões. Segundo ele, o policial já começou com palavras homofóbicas e tapas no pé da orelha. Enquanto o outro assistia a tudo, sem reagir. O motivo da agressão era sua orientação sexual.

“Ele não quis fazer meu Boletim de Ocorrência e ficou muito invocado com meu jeito de ser. Dava para ver que ele estava incomodado com quem eu era, porque eu sou gay. Ele achou uma afronta eu ser gay e querer fazer ele trabalhar às 4h da manhã”, afirma o estudante ao site do G1.

Depois disso, Andrei procurou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, onde ele recebeu apoio para ir à Coinpol e à Corregedoria Geral Unificada da Secretaria do Estado de Segurança, onde a ocorrência foi registrada. Para a assessora da comissão niteroiense Benny Briolli, o jovem foi torturado.

Andrei diz que, mesmo com as ameaças, ele vai até o fim da apuração da denúncia.

Alma Celeste exibiu bandeira de arco-íris no jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, dia 10 de maio (Foto: Cezar Magalhães/Agência Pará)

Nem tudo é um mar de rosas. Especialmente na luta contra a LGBTfobia. A Banda Alma Celeste, torcida organizada do Paysandu que aboliu o grito de “bicha” e estendeu a bandeira LGBT nas arquibancadas, sendo inclusive uma das homenageadas na 17ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, sofreu represálias e alguns membros foram agredidos na sexta-feira (30/06).

As agressões teriam sido vinculadas a outro grupo organizado pelo clube, a Terror Bicolor. Além do ato de violência, mensagens de áudio foram enviadas aos integrantes da Banda Alma Celeste.

Os caras do outro lado tão falando que a Terror já não é a mais a mesma. É só moleque criado pela avó, moleque ‘mamãezando’, que deixaram levantar uma bandeira e que agora está com fama de gay em todo o brasil porque já saiu até em um negócio de torcidas do Brasil. A GLBT, a torcida do Paysandu, diz que já saiu no Face de todo o Brasil: a primeira torcida que leva o GLBT para os estádios. Eu tô é doido. Isso é sacanagem. Putaria e tudo. Agora dizem que vão abrir uma torcida, com CNPJ e tudo: Gay Paysandu! Égua. Não boto fé, mano! Não boto fé, mano!“, diz um dos áudios.

Segundo nota no site da ESPN, a Banda Alma Celeste registrou dois boletins de ocorrência: um pelas agressões e outro pelo roubo de um instrumento musical.

Segundo o assessor jurídico do Paysandu, Alexandre Pires, tudo está sendo discutido com a Polícia Militar. Inclusive medidas para os próximos jogos. O clima foi realmente tenso e, se colocar a favor da luta contra a LGBTfobia não é e nunca será uma tarefa fácil: mas primordial para uma sociedade mais tolerante e humana.

Em nota recente, a Banda Alma Celeste divulgou em sua página que tudo foi conversado e apaziguado. Melhor. Assim, todos ganham (desde que atitudes assim não se repitam).

Foi no dia 17 de Maio de 1990 que ocorreu a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

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“O mundo inteiro comemora esta data. Foi quando a homossexualidade deixou de ser uma doença pela ciência e se torna, finalmente, o que ela sempre foi: apenas uma expressão saudável da sexualidade humana! Todos, LGBTs e simpatizantes pela causa, temos que comemorar!”, diz Nelson Matias Pereira, sócio fundador e diretor da APOGLBT (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).

No Brasil, somente aos 04 de Junho de 2010, por meio do Decreto do Presidente da República, o Dia Nacional de Combate à Homofobia foi oficialmente instituído.

Para Diego Oliveira, que organiza o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade:

A luta pelos direitos dos LGBTs é uma luta de todos. Por isso o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade contempla pessoas e empresas que, de uma forma ou de outra, contribuem por um mundo melhor para todos. Não precisa ser militante LGBT para fazer algo em benefício aos LGBTs.“, enfatiza Diego.

Nas redes sociais, pessoas e organizações do mundo inteiro celebram esta data. Em 2017, por exemplo, esta é a data oficial para a abertura do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo promovido pela APOGLBT SP. O vídeo do Mês do Orgulho 2016 é este aqui:

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Vamos, tod@s junt@s, comemorar!

Existe o consenso popular de que depois que morremos, encontramos o descanso e a paz eterna. Esse não é o caso de Robert Huskey e John Zawadski, um casal americano vítima de homofobia “póstuma” nos Estados Unidos: uma funerária se recusou a cremar o corpo de Robert ao descobrir que ele era marido de John, o contratante dos serviços.

Robert Huskey e John Zawadski

John Zawadski está processando a funerária “Picayune” por danos morais e quebra de contrato. De acordo com o processo registrado por John e seu sobrinho, a empresa teria se recusado a executar os serviços contratados por “não lidar com o tipo dele”. Zawadski está sendo representado pela Lambda Legal, um ONG que luta pelos direitos LGBT.

A funerária fechou um acordo com o sobrinho de Zawadski, afirmando que o corpo seria buscado e cremado, e que a documentação seria entregue após o procedimento. Mas foi quando John preencheu o formulário se identificando como o viúvo que a empresa cancelou o contrato.

A ação potencializou o sofrimento da família, que precisou encontrar outra empresa de última hora. John havia planejado um memorial ao marido, mas teve que ser cancelado devido a logística, já que o novo crematório ficava 90 Km de distância do atual.

“Eu senti como se o ar tivesse sido tirado de mim. Bob (apelido de Robert) foi a minha vida, e nós sempre nos sentimos tão bem-vindos nessa comunidade. E agora, num momento de tanta perda e dor, alguém fazer o que eles fizeram comigo, conosco, com o Bob, eu não consigo acreditar”, lamenta o viúvo.

A família quer ser indenizada por danos morais e quebra de contrato. Nos Estados Unidos não existe uma lei para auxiliar esse tipo de caso.

Em nota, a funerária nega as acusações.

Gays protestam em frente à boate: "Gays contra as armas".

Diariamente, vários casos de homofobia são registrados ao redor do mundo, mas somente alguns deles vêm a tona.

Um dos casos mais famosos da atualidade foi o massacre ocorrido em Junho de 2016, na boate Pulse, Florida. Conhecida mundialmente como um cenário onde muito sangue LGBT foi derramado, a boate construirá um memorial em homenagem as vítimas.

A proprietária, Barbara Poma, afirmou na última quinta-feira, que os detalhes do memorial serão determinados em conjunto com as pessoas afetadas pelo massacre. Inicialmente, a homenagem será temporária, mas existem planos para a construção de algo fixo, em Orlando.

“Aquilo que começou como um lugar de alegria e felicidade, agora é chão sagrado”, disse Poma em uma coletiva de imprensa, salientando que o desenvolvimento do projeto não será algo rápido.

No dia 12 de Junho, Omar Marteen abriu fogo contra as pessoas presentes em uma das festas promovidas pela boate. 49 pessoas morreram e cerca de 58 pessoas ficaram machucadas.

“Nós nunca podemos esquecer o real motivo do nosso projeto…não deixaremos o ódio vencer”, encerrou Barbara.

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Ser diferente da maioria pode ser um grande problema durante a vida escolar. Facilmente encontramos jovens que sofrem bullying por estar acima do peso, ser baixinho, ser negro e, em grande parte dos casos, ser LGBT.

Um jovem de 13 anos luta diariamente contra o homofobia dentro das salas de aula da rede púbica de ensino, no Distrito Federal. Na última quarta-feira (03), enquanto a professora não estava presente, ele desmaiou depois de levar um soco de um dos colegas de classe.

Caio (nome fictício), contou à família que os agressores estavam o obrigando a ficar em posições obscenas e constrangedoras na frente de toda a turma. Por sentir-se humilhado, Caio se recusou a obedecer as ordens dos garotos, resultando numa forte discussão.

Depois de ser ameaçado, ele saiu da sala mas levou um soco na nuca e caiu na hora. O jovem foi levado ao hospital da região e liberado depois de uma série de exames.

Caio mora com a tia, que em entrevista ao Correio Braziliense disse que a escola falhou no tratamento que deu à situação. “A corda sempre quebra para o lado mais fraco. Tudo que acontece acaba sendo culpa dele. Desde quando ele se assumiu, os garotos não aceitam.”, lamenta.

Embora tenham acionado o socorro, a coordenação da escola não notificou a família ou deu algum esclarecimento sobre o ocorrido.

Em nota, a secretaria da educação do Distrito Federal confirmou ter conhecimento da briga, e afirmou que a escola seguiu o procedimento necessário. Ao longo do texto, é mencionado que os pais (e a tia) dos jovens serão convocados para esclarecimentos junto à diretoria.

Vale salientar que ao longo do texto, a homofobia não foi citada como o real motivo da agressão.

Apesar do cenário LGBT ser visto com alegria por muitos, não podemos ignorar a mancha que a homofobia insiste em nos deixar.

No último dia 21, o engenheiro civil Flavio Micellis (60), e o marido, servidor público aposentado Eduardo Michels (62), foram brutalmente espancados por vários vizinhos que promoviam uma festa, na zona norte do Rio de Janeiro.

O casal, que está junto há mais de 20 anos, afirmou sofrer homofobia diariamente no condomínio onde moram, na Barra da Tijuca, mas a agressão nunca havia sido física.

De acordo com Eduardo, cerca de 20 pessoas participaram da agressão. Enquanto ele estava sendo enforcado e levando chutes, o marido foi derrubado no chão levando fortes golpes na cabeça e órgãos genitais.

“Me chutaram várias vezes no órgão genital dizendo: isso é pra você nunca mais poder usar”, relata Flávio.

A relação com os vizinhos de condomínio nunca foi amigável, mas ficou ainda mais crítica depois que o casal resolveu reclamar do alto barulho das festas dada pelos vizinhos.

Eduardo e Flávio relatam que ouviram os insultos e ameaças antes mesmo da festa começar. “Eu ouvia da minha casa eles dizendo: hoje a gente pega eles de pau”.

No dia seguinte, a fechadura da portaria foi trocada sem aviso prévio, deixando o casal trancado dentro da própria casa.

O casal, por telefone, pediu ajuda ao Grupo Gay da Bahia (GGB), onde Eduardo é colaborador.

REAÇÃO DA COMUNIDADE LGBT

Um grupo de militantes LGBT promoveu, na última segunda-feira (01), um protesto na frente do condomínio onde aconteceu a agressão.

Com cartazes, bandeira LGBT e gritos de ordem e igualdade, o grupo promoveu um Beijaço Gay, além de deixar várias mensagens penduradas no portão do imóvel.

O casal espera uma medida cautelar da defensoria pública para voltar pra casa, mas afirma que já estão providenciando um outro endereço para morar.

Segundo nota no site do Sindicato dos Bancários/SP desta segunda (03/04), com um ano e seis meses de banco, o trabalhador era gerente de relacionamento Uniclass/PF do Itau no Núcleo de Relacionamentos de Gerentes do ITM.

Mesmo tendo recebido 10 prêmios pelo cumprimento de metas, com resultados acima da média, o trabalhador (não identificado na matéria) foi demitido por ser homossexual e postado fotos com o noivo nas redes sociais.

Segundo a nota, as reações discriminatórias apareceram após ele ter recebido destaque.

“Me repreendiam dizendo que eu me ‘soltava demais’ quando ganhava um prêmio, e que esta postura não é adequada. Também diziam que minhas roupas não eram as ideais para o trabalho, que meus ternos não estavam dentro dos padrões”, relembra o trabalhador.

A discriminação homofóbica chegou no limite na última semana, quando ele retornou de férias e postou fotos e vídeos nas redes sociais. Foi neste momento que ele foi chamado pelo gestor da área e informado que sua demissão era por conta de sua postura não adequada.

Segundo Fábio Pereira, dirigente sindical, “Não é a primeira vez que isso acontece no Itaú e, recentemente, denunciamos demissões de pessoas com deficiência. É preciso que o banco reveja suas posturas, e nós cobramos que esse tipo de coisa não aconteça novamente”.

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

Em 65 dias de 2017, 70 LGBTS ASSASSINADOS no Brasil!

O cruel assassinato da trans DANDARA no Ceará é apenas mais um de um genocídio diário. 338 HOMOCÍDIOS no ano passado. Precisamos pressionar o Governo Temer para aprovar a criminalização da homofobia!

A APOGLBT SP convoca todas as ONGs de militância, coletivos e militantes independentes para se unirem a este ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

O ato será no dia 18/03/2017 na Praça Roosevelt, com concentração as 16h e início as 17h. Sairemos em caminhada pela Av. Ipiranga, Praça da República, Vieira de Carvalho e Largo do Arouche.

Até o momento, estão com a gente:
– Família Stronger
– Mães pela Diversidade
– Associação Cultural Dynamite
– Familia Lobos
– Familia Vallentiny.
– Roda de Conversa
– Comissão da oab de Jundiaí
– Ong Liberdade de Amar
– Instituto Nice
– ONG Aliados (Aliança Pela Livre Identidade e Apoio â Diversidade de Orientação Sexual) de Jundiaí/SP
– Cursinho Transformação
– Forum LGBT de Mogi das Cruzes
– Associação Casarão Brasil
– Instituto Omindaré
– Diversidade Tucana Municipal
– Revolta da Lâmpada
– Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero
– IBRAT
– CAIS – Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais

Faça parte desta lista. Mande um e-mail para parada@paradasp.org.br e vamos, todas as pessoas juntas, promover este ato contra a LGBTFobia que, em 65 dias, já matou 70 pessoas LGBTs.

Serviço:

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!
Dia 18/03, concentração as 16h
Local Praça Roosevelt – São Paulo / SP
Link do evento http://paradasp.org.br/atobasta

Dia 29/01, domingo passado, um grupo de Drag Queens estava realizando um curso perto do Shopping Penha em São Paulo quando resolveram ir até o shopping para almoçar. Logo na entrada, seguranças do shooping barraram a entrada deles alegando o “uso de maquiagem”. Algo que mulheres também utilizam.

O caso repercutiu por todo o Brasil. Mais uma vez, a homofobia foi caracterizada de forma explícita e cruel. E engana-se que sejam casos isolados. Infelizmente acontece mais do que imaginamos.

Um dos pontos chaves do grupo foi justamente não deixar por isso mesmo, chamaram a polícia e registraram um boletim de ocorrência. E mais, estão programando para este domingo (05/02), um encontro gigantesco com outras drags, ativistas e coletivos de lutas pelos direitos LGBTs para irem até o shopping dar muita pinta (em forma de protesto, claro!).

Caso sinta-se à vontade, convide seus amigos e participe também. O link do evento no Facebook é:
https://www.facebook.com/events/370631633318873/

Se não está sabendo deste caso, assista a um dos programas noticiados na TV aberta: