sexta-feira, julho 21, 2017
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A fim de promover o debate e a reflexão sobre a laicidade do Estado e o direito das mulheres, o GT Lésbicas e Bissexuais promoverá uma roda de conversa durante a 17ª Feira Cultural LGBT. O “Elas pelo Estado Laico” é o segundo evento promovido pelo coletivo, que pertence à Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Ao longo do encontro, além de muita reflexão, será sorteado 1 par de ingressos para o Milkshake Festival e 1 par de acessos ao trio elétrico da Visibilidade Lésbica e Bissexual.

Convidados:

  • Celine Ramos (site Sou Betina)
  • Gorete Silva (Casa de Apoio Brenda Lee)
  • Larissa Helena (Coletivo LGBT História/USP)
  • Ane Sarinara (Sarrada no Brejo)

Serviço:

Debate de GT Lésbicas e Bissexuais durante a 17ª Feira Cultural LGBT
Dia: 15/06                                                                                                                                                           Horário: 13h às 15h.                                                                                                                                             Local: Vale do Anhangabaú, São Paulo/SP
Link do evento da 17ª Feira Cultural LGBT no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1113142945497908

Idealizado por Isadora Fraga, 23 anos, e Vicky Fechine, 25 anos, o objetivo do canal no Youtube é falar sobre o “mundo das lésbicas”.

Com o nome de “Vlog Censuradas”, Fraga e Fechine contam que falar sobre o “mundo das lésbicas” é desmistificar a imagem criada pela sociedade sobre a comunidade LGBT, mostrando seu estilo de vida que, se formos observar, não é tão diferente da maioria.

Com atualizações frequentes, o canal tem fanpage no Facebook e conta no Instagram. Só o perfil no Youtube já conta com mais de 3 mil pessoas inscritas totalizando mais de 170 mil visualizações.

Entre os vídeos mais acessados, estão:

5 apps de paquera lésbica

10 séries para Lésbicas

5 filmes de Comédia Lésbica

Para conhecer outros vídeos, acesse o canal:
https://www.youtube.com/CensuradasVlog

E se tiver mais canais interessantes, de gays, lésbicas, bissexuais ou pessoas trans, indique pra gente! 🙂

Nesta sexta, 30, Fernanda Gentil, jornalista do Globo Esporte, assume seu relacionamento com a também jornalista Priscila Montandon em entrevista ao blog UOL Esporte.

As duas estão namorando há três meses e estiveram, juntas, recentemente na Grécia.

“Estou só exercendo meu direito de ser muito, muito feliz. Tenho apenas um recado, e é para os meus filhos, que mais cedo ou mais tarde podem ler ou ouvir tudo por aí: Lembrem de não se importarem com tudo o que dizem sobre nossa vida, o que vale é o que a mamãe fala com vocês em casa, olhando nos seus olhos. Não é o que vestimos que muda quem somos, e sim o que fazemos. Lembrem também, sempre, do nosso amor, que não tem cor, sexo ou raça. Amo vocês”, disse Fernanda.

Fernanda Gentil separou-se do marido no começo deste ano, após uma relação de 15 anos. Seu ex-marido, Matheus Braga, após reportagem de Fernanda na manhã de hoje, postou uma foto com o filho do casal e disse “É isso o que realmente importa”.

Como já dito aqui em nosso portal, a visibilidade que personalidades proporcionam quando assumem sua orientação sexual para a sociedade é excelente. Muita gente, ainda “dentro do armário”, precisa saber que é possível viver bem com sua homossexualidade e que não tem nada de errado nisso.

Mesmo porque, orientação sexual não tem relação alguma com desempenho ou capacidades profissionais.

E embora ninguém seja obrigado, esperamos que muitas outras personalidades se assumam publicamente. Assim, evita-se boatos e mais pessoas vivem bem com sua sexualidade. A felicidade existe. E para todxs. Concordam?

Por Tamara Smith*

23 anos depois, a luta continua diariamente contra o preconceito, a cultura do estupro e o machismo; com o tema ”Visibilidade, Saúde e Organização” aconteceu no Rio de Janeiro o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE).

Uma das mais importantes conquistas: um espaço de discussão voltado exclusivamente para lésbicas com o objetivo de fortalecer suas vozes a organização política e condição social; não esquecemos do ”Stonewall Brasileiro” que aconteceu dia 19 de agosto, de 1983 no Ferro’s Bar em São Paulo aonde Rosely Roth com outras integrantes do Grupo de Ação Lésbico-Feminista (GALF), reivindicaram com o apoio de aliados, de outros coletivos, representantes do poder público e judiciário, o direito de divulgar o jornal Chanacomchana escrito por ela e Miriam Martinho; pois como um local frequentado por lésbicas, recusou o apoio ao trabalho voltado para elas? A conquista repercutiu na imprensa que tratou com devido respeito a ação social de que todos os dias sofriam ameaças e a repressão da ditadura militar.

Os anos passaram, conquistas e visibilidade ganham espaço graças a rapidez para se comunicar e chegar ao inacessível, aos jovens e adultos que buscam ajuda sobre a descoberta de si mesmo(a) e dividem suas opiniões e experiências: fundação de coletivos, ações de militantes independentes sendo reconhecidos por pessoas próximas ou até mesmo de outros continentes.

A discriminação contra as mulheres no esporte, mercado de trabalho e na política vai acabar com a união, agora não é momento de dizer ”sou mais militante do que você…” ou ainda ”sofro mais racismo do que você…”, sem falar no ”sou mais discriminada do que você”.

Se queremos de fato equalidade de direitos e união, diremos:

” Estou com você na luta contra o machismo, a cultura do estupro e o preconceito.”

Dia 29 de agosto, dia da visibilidade lésbica.

 

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo e militante LGBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

Não existem barreiras para o amor. Quando amamos, nada mais importa. E mostrar este amor ao mundo faz parte da maioria dos casais. Com Isadora Cerullo e Marjorie isso não poderia ser diferente.

Nas Olimpíadas 2016, Isadora beija Marjorie após ser pedida em casamento, na frente de todos. Veja o vídeo:

Jogadora da seleção brasileira de rúgbi, Izzy, como é conhecida, foi pedida em casamento por sua companheira após a cerimônia de entrega de medalhas. E viva o amor. O amor que envolve todas as pessoas, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Parabéns meninas! Vida longa ao casal.

Claro que a internet não substitui o primeiro encontro com aquela mulher que você conheceu naquele barzinho badalado do centro, porém, se esse primeiro encontro não aconteceu como você gostaria, que tal uma “força” dos aplicativos? Se eles existem, vamos utilizar, certo?

E se você achava que só os meninos arrasavam com Grindr, Scruff, Hornet, Growl (para ursos), entre outros, engana-se. Meninas também tem seus próprios apps e vão muito bem obrigado. Não sabia? Não faz mal. Aqui vai uma lista feito para elas:

Her – O aplicativo é uma rede social que possui recurso de match para sinalizar quando gosta do perfil de outra usuária conforme requisitos de pesquisas e distância; o ponto positivo é que não possui recursos que exigem upgrade (assinatura, taxas) e diariamente há questões diferentes sobre comportamento e cultura. Também são realizados bate-papo com personalidades, por exemplo, dia 11 de Julho agora teve a entrevistada com a californiana e youtuber Ingrid Nilsen. Um dos pontos que serão melhorados será o idioma português (Brasil) que, até o momento, não está disponível.

Conheça o aplicativo na página oficial https://weareher.com

Wapa (antigo Brenda) – Lembra muito o aplicativo Grindr entre os gays: a busca por outras mulheres é por meio da localização (GPS) e tem um recurso chamado “Piscadela”, similar ao match que já conhecemos do Tinder, porém a versão gratuita tem ações limitadas e propagandas que comprometem a aparência da página inicial do mesmo. A vantagem é que é um diferencial o recurso para bloqueá-lo preservando a privacidade das usuárias caso alguém mexa no celular.

Tenha mais informações sobre o Wapa no site http://wapa-app.com/

Happn – Você cria um perfil nele vinculando o seu Facebook e o app proporciona mais interatividade sobre a vida de alguém: o que ela gosta de ouvir, o que ela tem em comum com você (páginas curtidas) e pode favoritar ou mandar um “charme”. Você tem direito a uma quantidade de charmes para experimentar o aplicativo só que, para conseguir mais, somente se alguma amiga que receber seu convite criar uma conta no Happn ou comprar na loja online pacotes de charmes. Quem cruzar o seu caminho, você será notificada.

Conheça mais sobre o Happn aqui https://www.happn.com

Nos aplicativos acima tem serviço de segurança para denuncias de perfis falsos, uso indevido de conteúdo com direitos autorais e bloquear outras usuárias inconvenientes. E, claro, como toda rede de encontros, seja por aplicativo ou pessoalmente, todo cuidado é sempre bem vindo: a gente nunca conhece 100% a outra pessoa, por mais que tenha um rostinho lindo, vá com calma. Mas, no geral, curta e entregue-se aos “matches”, “likes”, “favoritagens” e tudo o que a vida lhe reserva de bom. Só não se esqueça de combinar e se conhecer pessoalmente, afinal, a vida é muito curta para vivermos apenas no digital. 🙂

Lista com 8 títulos que definem a diversidade entre elas. Nossa sugestão conta com 8 filmes sensacionais. Esperamos que gostem! Se você assistiu algum e quiser recomendar, registre sua opinião nos comentários!

1 – Assunto de Meninas (Lost & Delirious).

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A produção canadense aborda a auto descoberta das internas no colégio ”Perkins Girls” Paulie e Tory ( Piper Perado e Jéssica Paré) são as protagonistas da trama.

2 – As Horas (The Hours).

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O filme foi baseado no livro com o mesmo título escrito por Michel Cunningham, conta a história das personagens Virginia Woolf ( Nicole Kidman), Laura Brown (Julianne Moore) e Clarissa Vaughn ( Meryl Streep).

3 – A Garota dos Meus Sonhos ( Gray Matters).

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A comédia romântica é sobre a Gray Baldwin (Heather Graham) que mora com o seu irmão Sam (Tom Cavanagh), ela se apaixona pela noiva dele mas ao durante o longa alguns segredos serão compartilhados.

4 – Flores Raras (Reaching for The Moon).

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Durante a transição de governos no Brasil, entre décadas de 50 e 60, no Rio de Janeiro é  conhecemos a história entre a arquiteta brasileira Lota de M. Soares e a poetisa americana Elizabeth Bishop ( Miranda Otto).

5 – Carol.

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O filme saiu em cartaz ano passado, conta a história da Therese Belivet, uma jovem que trabalha em uma de departamentos e conhece Carol Aid, a mulher linda e atraente presa em um casamento fracassado. O longa ganhou indicações e prêmios como Globo de Ouro, Oscar, BRAFTA Awards, Queer Palm (Palma de Ouro, categoria Queer),  Screen Actors Guild Award, Independent Spirit Awards.

6 – Azul é cor mais quente (La Vie d’ Adéle).

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A produção inspirada em um HQ recebeu críticas sobre a exploração nas cenas quentes entre as personagens Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux), porém retratou a descoberta do verdadeiro amor aos 15 anos.

7 – Imagine Eu & Você ( Imagine Me & You ).

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O filme conta a história de Rachel (Piper Perabo), noiva que, no dia de seu casamento com Heck (Mattew Goode), conhece a florista Luce (Lena Headey) e a partir desse encontro elas se tornam inseparáveis.

8 – Amor por Direito (Freeheld).

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Laurel Hester (Julianne Moore) é uma policial de New Jersey que namora a mecânica Stacie Andree (Ellen Page), o filme reforça a importância de leis que protegem os direitos civis aos LGBTs.

Quando você contou para a sua família que você é lésbica?

Quando eu disse “mãe, eu gosto de garotas, sou lésbica…” meu mundo mudou, ficou mais leve e livre, porque não precisava mais ”inventar verdades” como aniversários de amigos, churrasco na casa de colega, dia extra de trabalho no feriado… e os avisos? Todos mudaram para o que realmente acontecia:

''Mãe, vou na casa da minha namorada depois do trabalho...''
 '' Pai, você conhecerá a sua nora amanhã, naquele jantar...''
 ''Amor, a minha família te adora!''

Acima de tudo é importante não ter medo de dar o primeiro passo, sair do armário, aquele mundo de mentiras para satisfazer a visão de outras pessoas têm sobre você. A pergunta é simples: quem, de fato, traz felicidade para você?

Claro que tudo tem o momento certo, desde que você esteja segura com você mesma e com o novo mundo que descobrirá. Será fácil? Não, porque o preconceito infelizmente está entre nós, as nossas pequenas ações, por mais simples que sejam, como andar de mãos dadas, abraçar e beijar a namorada em público, ir a um evento e expressar a alegria de ser livre para amar quem você quer, levar a namorada para conhecer a família, mudar o status de relacionamento nas redes sociais e marcar a mulher da sua vida nas publicações fofas, não será mesmo fácil, mas gratificante! Essas pequenas (mas grandes!) atitudes servirão de motivação para outras mulheres também darem seu primeiro passo. Afinal, ninguém está sozinha. Você não está sozinha. Não estamos sozinhas.

Aliás, são nos momentos que precisamos de amparo é que conhecemos quem são os nossos verdadeiros amigos, conhecemos o amor incondicional da família que sempre deseja a nossa felicidade independente das nossas escolhas.

Quanto mais amig@s, maior a nossa rede de informações e troca de experiências culturais. Portanto, não tenha preconceito com o novo e, após se assumir, simplesmente viva cada dia porque você e eu já estamos unidas de alguma forma. Pensem nisso. 🙂

As pequenas atitudes se transformam em grandes conquistas.

Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

Mãe, lésbica, pobre e negra.

Há quase uma semana em Ribeirão Preto/SP, ela foi na hora errada cumprimentar um amigo que estava em um bar. O que ninguém imaginava é que ela seria abordada, agredida, ignorada e morta. 

            ”Ela pagou o preço por parecer homem negro e pobre, ela foi abordada como outros homens da periferia. Lésbica, negra e periférica com passagem pela polícia, ela já era considerada culpada.” afirmou Roseli, irmã da Luana, em entrevista ao Alê Alves da Ponte Jornalismo (fonte: http://ponte.org/a-historia-de-luana-mae-negra-pobre-e-lesbica-ela-morreu-apos-ser-espancada-por-tres-pms)

Familiares e ONGs de direitos humanos protestaram contra a lesbofobia, racismo e impunidade dos autores dia 23/04 em frente ao Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto.

Outros casos similares aconteceram, como o da Dayane Ramos e Priscila Aparecida Santos da Costa, vítimas da lesbofobia. Assim como o de Laís R. Castanho, morta por ser bissexual.

Por isso nossa luta contra o preconceito é importante. Por elas e por tod@s nós.

Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

 

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Butches, ladies, relativas, passivas, ativas, caminhoneiras, dykes, úrsulas…

Uma letra significa gigante diversidade entre nós, não existe um padrão obrigatório para as mulheres cis e trans que amam mulheres. Somos brasileiras, africanas, argentinas, americanas, europeias… unidas contra o feminicídio, o racismo, machismo, misoginia, xenofobia e gordofobia.

Estamos nas periferias invisíveis aos olhos do governo, nas vilas tranquilas do interior, no litoral, no exterior, na correria de uma metrópole; estamos atrás da felicidade, satisfação em realizar os sonhos e ter merecido respeito quando estamos de mãos dadas com a nossa namorada, noiva, esposa.

Graças a velocidade fantástica que as informações circulam nos meios de comunicação, temos acesso ao conhecimento, estastísticas sociais, movimentos militantes feministas/transfeministas, eventos cheios de amor com empoderamento, organizações LGBTs, aprendizados sobre direitos e deveres civis; nos sentimos seguras e ao mesmo tempo em constante descoberta sobre a nossa capacidade de amar sem se preocupar com opiniões alheias.

”… Minha vida só pertence a mim
Eu não devo nada dela a você
Faço o que eu tiver a fim
Não me importo com o que você vê!..”
(Cuida da tua vida – Teu pai já sabe?)

Tudo acontece no seu devido tempo, claro, pois quando se trata de atitudes, precisamos analisar o motivo, tem lésbicas que saem do armário na adolescência, aos 30 anos, 50 anos, o importante é que saem, mostram ao mundo o quanto está feliz por amar alguém que planeja ter uma vida inteira, constituir família, ter filhos, ter gatos, planejar viagens… mas não esqueça:

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA E SEJA FELIZ!
Vamos celebrar a diversidade com amor e respeito!
Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola