quarta-feira, julho 26, 2017
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lgbt fobia

Foi no dia 17 de Maio de 1990 que ocorreu a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

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“O mundo inteiro comemora esta data. Foi quando a homossexualidade deixou de ser uma doença pela ciência e se torna, finalmente, o que ela sempre foi: apenas uma expressão saudável da sexualidade humana! Todos, LGBTs e simpatizantes pela causa, temos que comemorar!”, diz Nelson Matias Pereira, sócio fundador e diretor da APOGLBT (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).

No Brasil, somente aos 04 de Junho de 2010, por meio do Decreto do Presidente da República, o Dia Nacional de Combate à Homofobia foi oficialmente instituído.

Para Diego Oliveira, que organiza o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade:

A luta pelos direitos dos LGBTs é uma luta de todos. Por isso o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade contempla pessoas e empresas que, de uma forma ou de outra, contribuem por um mundo melhor para todos. Não precisa ser militante LGBT para fazer algo em benefício aos LGBTs.“, enfatiza Diego.

Nas redes sociais, pessoas e organizações do mundo inteiro celebram esta data. Em 2017, por exemplo, esta é a data oficial para a abertura do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo promovido pela APOGLBT SP. O vídeo do Mês do Orgulho 2016 é este aqui:

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Vamos, tod@s junt@s, comemorar!

Você já imaginou viver correndo o risco de ser agredido apenas por existir? Então, a comunidade LGBT não apenas imagina, como vive essa realidade. A LGBTfobia é um caso sério no Brasil: a cada dia, cinco novas denúncias são registradas pelo Ministério da Justiça e Cidadania.

No ultimo ano, foram registrados 1.876 queixas de agressão pelo Disque 100 (Sendo 96 apenas em Minas Gerais). Apesar desses números serem graves, eles não nos dão a real dimensão do problema, pois não existe uma estatística oficial para contabilizar as ocorrências de violência causados por homofobia e questões de gênero.

O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, afirma que embora os números sejam imprecisos, o Brasil é campeão mundial quando o assunto é o assassinato de LGBTs. Segundo ele, pessoas Trans são as mais afetadas porque vivem, em sua maioria, da prostituição, uma das profissões mais perigosas do mundo.

Baseado em informações divulgadas pela imprensa, o levantamento feito pelo GGB estima que cerca de 343 LGBTs Brasileiros foram assassinados no ano passado. Esse é o maior número desde o início das medições. Em 47% dos casos (144), as vítimas eram transexuais e travestis.

Tiffany Maria tem 27 anos, é trans e conhece bem essa realidade. “Quando eu me assumi, só a prostituição me acolheu. As pessoas não sabiam lidar, queriam me agredir. Não consegui continuar na escola e nem em um emprego formal.”

Segundo a jovem, desde os 13 anos ela sentia que o corpo no qual vivia não condizia com a pessoa que ela era, e que isso já a fez ser agredida diversas vezes ao longo da vida. “Já teve caso de homem que apontou arma para mim. Nem sei dizer quantas vezes eu fui agredida”. Apesar disso, Tiffany nunca denunciou nenhum dos agressores por não acreditar que isso traria algum resultado.

Muitos dos casos não chegam à delegacia, afirma a delegada do Coordenação de Direitos Humanos da Polícia Civil, Elizabeth Martins, mas garante que todo caso denunciado é apurado com rigor e seriedade. “Muitas não nos procuram por vergonha”.

Engano é pensar que só aqueles que vivem da prostituição são vítimas da transfobia. Naomi Savage, de 35 anos, é modelo e foi brutalmente agredida por um homem às vésperas do carnaval do Rio. Ela afirma que não conhecia o agressor e que não existiu um motivo aparente para o ato.

“Foi a pior coisa que já me aconteceu. Depois de muito apanhar consegui entrar em um taxi, Mas o meu agressor disse que foi roubado por mim e o taxista me retirou do carro à força.” Seguindo a sensação de medo e vergonha, Naomi não denunciou a agressão.

Esses casos não foram os primeiros e nem serão os últimos a acontecer, mas precisamos denunciar. Só assim poderemos combater a intolerância.