sábado, abril 29, 2017
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lgbtfobia

Segundo nota no site do Sindicato dos Bancários/SP desta segunda (03/04), com um ano e seis meses de banco, o trabalhador era gerente de relacionamento Uniclass/PF do Itau no Núcleo de Relacionamentos de Gerentes do ITM.

Mesmo tendo recebido 10 prêmios pelo cumprimento de metas, com resultados acima da média, o trabalhador (não identificado na matéria) foi demitido por ser homossexual e postado fotos com o noivo nas redes sociais.

Segundo a nota, as reações discriminatórias apareceram após ele ter recebido destaque.

“Me repreendiam dizendo que eu me ‘soltava demais’ quando ganhava um prêmio, e que esta postura não é adequada. Também diziam que minhas roupas não eram as ideais para o trabalho, que meus ternos não estavam dentro dos padrões”, relembra o trabalhador.

A discriminação homofóbica chegou no limite na última semana, quando ele retornou de férias e postou fotos e vídeos nas redes sociais. Foi neste momento que ele foi chamado pelo gestor da área e informado que sua demissão era por conta de sua postura não adequada.

Segundo Fábio Pereira, dirigente sindical, “Não é a primeira vez que isso acontece no Itaú e, recentemente, denunciamos demissões de pessoas com deficiência. É preciso que o banco reveja suas posturas, e nós cobramos que esse tipo de coisa não aconteça novamente”.

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

Em 65 dias de 2017, 70 LGBTS ASSASSINADOS no Brasil!

O cruel assassinato da trans DANDARA no Ceará é apenas mais um de um genocídio diário. 338 HOMOCÍDIOS no ano passado. Precisamos pressionar o Governo Temer para aprovar a criminalização da homofobia!

A APOGLBT SP convoca todas as ONGs de militância, coletivos e militantes independentes para se unirem a este ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

O ato será no dia 18/03/2017 na Praça Roosevelt, com concentração as 16h e início as 17h. Sairemos em caminhada pela Av. Ipiranga, Praça da República, Vieira de Carvalho e Largo do Arouche.

Até o momento, estão com a gente:
– Família Stronger
– Mães pela Diversidade
– Associação Cultural Dynamite
– Familia Lobos
– Familia Vallentiny.
– Roda de Conversa
– Comissão da oab de Jundiaí
– Ong Liberdade de Amar
– Instituto Nice
– ONG Aliados (Aliança Pela Livre Identidade e Apoio â Diversidade de Orientação Sexual) de Jundiaí/SP
– Cursinho Transformação
– Forum LGBT de Mogi das Cruzes
– Associação Casarão Brasil
– Instituto Omindaré
– Diversidade Tucana Municipal
– Revolta da Lâmpada
– Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero
– IBRAT
– CAIS – Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais

Faça parte desta lista. Mande um e-mail para parada@paradasp.org.br e vamos, todas as pessoas juntas, promover este ato contra a LGBTFobia que, em 65 dias, já matou 70 pessoas LGBTs.

Serviço:

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!
Dia 18/03, concentração as 16h
Local Praça Roosevelt – São Paulo / SP
Link do evento http://paradasp.org.br/atobasta

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, por meio da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, estará promovendo, entre os dias 08 e 10 de novembro, o Seminário “Lei 10.948/01 – 15 Anos Enfrentando a LGBTfobia”.

Veja a programação completa e o link para se inscrever gratuitamente no final.

Dia 08.11.2016

10h00 – Abertura Oficial

Mesa de Autoridades
Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania
Dr. Márcio Fernando Elias Rosa
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo
Dr. Marcos da Costa

Mesa 1
11h00 – Balanço de 15 Anos de Implementação da Lei 10.948/01
Dr. Erik Saddi Arnesen – Defensor Público Coordenador do Núcleo Especializado de Defesa da Diversidade e da Igualdade Racial
Dr. Ricardo Pereira Junior – Coordenador do Núcleo de Mediação do Tribunal de Justiça de São Paulo
Dra. Adriana Galvão Moura Abílio – Presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo
Cássio Rodrigo (Coordenador Estadual de Políticas para a Diversidade Sexual) – mediador

13h00 – Almoço

Mesa 2
14h30 – Interiorização da Lei Estadual nº 10.948/01 – desafios
Paulo Sérgio Tetti – Coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura de Araraquara
Valdirene dos Santos – Coordenadora do Centro de Referência LGBT de Campinas
Ricardo dos Santos – Mediador (Conselheiro Estadual LGBT, titular pelo segmento de gays)

16h00 – Lançamento do Documentário “As Cores da Rua”, de Felippe Francisco
Debate com o diretor

17h00 – Encerramento

Dia 09.11.2016

Mesa 3
10h00 – O Legislativo e as garantias dos direitos da População LGBT
Dr. Salomão Cunha Lima – formado em Relações Internacionais pela Faculdade Integrada do Recife, fez MBA em Relações Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Foi presidente da FENERI – Federação Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (2011-2012).
Ao longo de sua carreira profissional, já atuou como Assessor da Diretoria da Câmara de Comércio Brasil Portugal em Pernambuco, foi Coordenador Regional de Sustentabilidade da ONG internacional Visão Mundial – World Vision e coordenador de Formação Sociopolítica da ONG Transforma Jovem.
Dr. Marcelo Gallego – advogado especialista em direito empresarial, direito homoafetivo e em direito médico e Presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB – Jabaquara.
Soninha Francine (jornalista) – moderadora

13h00 – Almoço

Mesa 4
14h30 – Religiosidade: juntos contra a LGBTfobia
Reverendo Cristiano Valério – Bacharel em Teologia pelo Seminário Batista de São José dos Campos (2001-2004), Doutor Honoris Causa pelo Instituto Anglicano de Teologia “Dom Barry Frank Peachey” (2009), Coordenador de desenvolvimento das Igrejas da Comunidade Metropolitana do Brasil (desde 2008), Pastor Fundador da Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo(desde 2006), Membro do Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual do Município de São Paulo (2011-1012).
Júnior Souza – formado em teologia pela Faculdade de Teologia Metodista Livre, fundador da igreja protestante Capital Augusta (2009), cujo slogan é “Proibido Pessoas Perfeitas”.
Babalorixa Flávio de Yansan – Babalorixa da Comunidade de Oya e de Ogum, Vice-Presidente do Jornal A Gaxeta.
Baba Rafael Ifakorede (Rafael Saragiotto – T. U. Mata Tumbia Jussara, idealizador e realizador do Catimbó Lapeano) – mediador

17h00 – Encerramento

Dia 10.11.2016

Mesa 5
10h00 – Segurança Pública e os direitos da população LGBT
Dra. Márcia Regina Garutti – Defensora Pública e Assessora Especial de Direitos Humanos, da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Entre os anos de 2010 e 2014 foi Corregedora-Geral da Defensoria Pública.
Cel. PM Ernesto Puglia Neto – Diretor de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos
Dra. Bárbara Travassos – Delegada de Polícia Assistente da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica SP. Especialização em Segurança Pública e Direitos Humanos – ACADEPOL/SENASP. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direitos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: Violência Doméstica – Lei Maria da Penha, Homofobia e grupos vulneráveis, além da área de defesa da criança e do adolescente e defesa de pessoas com deficiência.
Dr. Arles Gonçalves Junior – Advogado, Conselheiro Secional e Presidente da Comissão Especial de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo
Rachel Silveira (Conselheira Estadual LGBT, titular pelo segmento de Travestis e participante do Grupo de Trabalho de Segurança Pública da SSP/SP) – mediadora

13h00 – Almoço

Mesa 6
14h30 – Educação em Direitos Humanos: formação contra a LGBTfobia
Thiago Teixeira Sabatine – Secretaria de Estado da Educação, do Núcleo de Inclusão Educacional. Doutorando em Antropologia Social (Ciência Social) pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Ciências Sociais (2012) pela Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Marília. Possui Licenciatura Plena em Ciências Sociais (2007) e Bacharelado em Ciências Sociais (2008) pela mesma instituição. Pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença – NUMAS (USP/CNPq) e do Observatório de Segurança Pública da UNESP – OSP (UNESP/CNPq).
Marta Eliane de Lima – Diretora do Centro de Políticas Específicas, da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania, da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Nove de Julho e tem encabeçado a campanha “Seja um Agente de Mudança”.
Deborah Bittencourt Malheiros, psicóloga especializada em Saúde Pública e Aconselhamento em Dependência Química e assistente técnica da Coordenação Geral de Apoio aos Programas de Defesa da Cidadania, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Coordenadora dos cursos “A Conquista da Cidadania LGBT: a política da Diversidade Sexual no Estado de São Paulo” e de políticas públicas da pasta do Governo do Estado de São Paulo, atua como conselheira estadual dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais; no Conselho da Condição Feminina e no Conselho de Políticas sobre Drogas.
Dra. Heloísa Gama Alves (Conselheira Estadual LGBT, titular pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Assessora do Gabinete do Secretário Estadual do Desenvolvimento Social)

17h00 – Encerramento

Para se inscrever gratuitamente, utilize o link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc1PXwE4gHIyoI0Ct6wVqu92Cw6iK_jfh9bI3WMFa45ikYv2g/viewform?c=0&w=1&fbzx=8945820864489918000

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Ontem celebramos o Dia Internacional do Orgulho LGBT, 47 anos após a revolta no bar Stonewall Inn que durou dias, pelo basta à repressão militar pelo simples fato dos frequentadores serem LGBTs, notícias de vítimas de homofobia e transfobia ainda são frequentes nos noticiários.

Rhodney Claro Peixoto
Rhodney Claro Peixoto

No início da semana, na Baixada Fluminense (RJ), o corpo do cabeleireiro Rhodney Claro Peixoto, de 39 anos, foi encontrado em frente ao Samu de Mesquita. O reconhecimento do corpo e enterro aconteceram no final de semana, a Coordenadoria da Diversidade Sexual de Mesquita trata o caso motivado por homofobia e nessa tarde, militantes, amigos e familiares se reuniram com o delegado Giniton Lages, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), para pedir solução à esse crime e outros também de cunho homofóbico.

Ele trabalhava em um salão de beleza na Zona Norte do Rio, seu corpo foi encontrado com marcas de espancamento e tiro no pé. Familiares definem o fato como covardia.

travesti Julia Almeida
Travesti Julia Almeida

No sábado em Ituverava, interior paulista, o corpo da travesti Julia Almeida foi encontrado após uma denúncia anônima. Ela estava desaparecida, segundo familiares, desde o dia 21.

O crime contou com requintes de crueldade: corpo estava nu, parcialmente carbonizado e com arames em volta do pescoço. A Polícia Civil investiga o crime e os primeiros depoimentos sobre o caso foram recebidos segunda-feira (27).

”Ela sempre falava aonde ia e nesse dia não avisou. O telefone tocou várias vezes, estava desligado.” disse delegado João Paulo Oliveira Marques ao portal G1. “O corpo foi carbonizado talvez para se desfazer dos vestígios. A gente não sabe a motivação ainda, se foi em razão de uma questão amorosa ou entrevero no passado”, completa o delegado que aguarda laudo do exame necrológico.

Danielly Barbie
Danielly Barbie

Também no sábado (25), em Mogi das Cruzes (SP), a travesti Danielly Barbie foi assassinada após sair de um hotel no centro.

A vítima foi socorrida pelo Samu mas entrou em óbito no local, o 1º Distrito Policial transferiu o caso para Delegacia de Homicídios e aguarda os vídeos de monitoramento do hotel para identificar o principal suspeito que estava com a Danielly naquela noite.

Segundo Fernando Quaresma, presidente da ONG APOGLBT:

“Os casos de homofobia no Brasil e no mundo são recorrentes. Acontecem todos os dias e a toda hora. Não privilegiamos casos aqui e nem lá fora. Todos os casos são perdas de seres humanos vítimas do preconceito e ódio. Precisamos sim, de mais educação, mais tolerância, respeito e principalmente de leis que punam os requintes de crueldade nos crimes contra LGBTs”

Todos estamos tristes. Todos estamos chocados. Todos estamos em luto! A LGBTFobia (homofobia, transfobia, e afins, focada na comunidade LGBT), infelizmente existe e faz diversas vítimas todos os dias no Brasil e no mundo. Até quando?

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo vem manifestar às famílias, amigos e companheiros das vítimas do atentado na boate Pulse, em Orlando, Flórida, nosso mais profundo pesar pela tragédia que resultou na morte de tantos LGBT nesta madrugada de domingo, 12/06.

É inconcebível e inaceitável a perda sofrida. A morte é um fenômeno natural, mas por terrorismo e LGBTFobia, não.

Neste momento, alguns integrantes da APOLGBT, junto com outros movimentos de direitos humanos LGBT, estão em vigília no vão do MASP, em São Paulo.

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Aos sobreviventes e aos familiares dos atingidos, nossos votos de solidariedade.

Fernando Quaresma
Presidente da APOGLBT

O site Tem Local? É uma plataforma que recebe denúncias de militantes e coletivos

Uma iniciativa motivada por uma necessidade de muitos LGBTs: uma plataforma para denunciar e mapear regiões com casos de ofensas, ameaças, agressões verbais e físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans, pansexuais, pessoas não-binárias e/ou intersex.

Desta forma, os usuários do site podem denunciar ações que testemunharam ou foram vítimas, por meio de um simples registro ou ainda, de forma anônima, com o objetivo de mapear a homofobia e transfobia, prezando pela segurança de tod@s.

O site, criado por Thiago Bassi, Antonio Kvalo e Marcus Lemos, está localizado no endereço www.temlocal.com.br e tem uma atenção especial de seus administradores que, no futuro, pretendem colar adesivos nos locais com os dizeres “Aqui tem LGBTFobia”.

Mas, claro, a plataforma Tem Local? apenas marca as denúncias e assim, gera uma estatística acessível a todas as pessoas. Porém, é importante também denunciar aos órgãos de segurança pública e políticas LGBT, ou ainda, pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), qualquer ação discriminatória que presenciar ou seja vítima.

Afinal, a segurança pública e o respeito é dever e direito de todos os cidadãos. Porém, todos nós nos sentimos orgulhosos de ver projetos como este “pipocando” digitalmente. Prova de que, juntos, somos realmente mais fortes.

Por Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola