terça-feira, maio 23, 2017
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A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) inaugurou, no último dia 24, em São Paulo, o ambulatório do Núcleo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Assistência à Pessoa Trans Professor Roberto Farina. Com o objetivo de oferecer assistência multiprofissional de saúde e promover o bem-estar da pessoa trans, o novo ambulatório vai possibilitar um cuidado diferenciado a essa população. O serviço conta com profissionais das áreas da antropologia, cirurgia plástica, enfermagem, fonoaudiologia, ginecologia, endocrinologia, psicologia, psiquiatria e serviço social, com a possibilidade de ampliar para outras especialidades.

Além disso, as ações de pesquisa e extensão do núcleo serão discutidas e amadurecidas oportunamente ainda neste ano, e nesse sentido de construção coletiva, contará com a colaboração de docentes e pesquisadores de todos os campi da universidade.

Estiveram presentes na cerimônia oficial de abertura a chefe de gabinete da Reitoria, Maria José Fernandes, a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Andrea Rabinovici, a diretora da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), Emilia Sato, a vice-diretora da Escola Paulista de Enfermagem (EPE/Unifesp), Magda Balieiro, a diretora-adjunta do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, Rosa Alencar, e representando a comunidade trans, a integrante do núcleo Claudete Morais e Alexandre Peixe.

Magnus R. Dias da Silva, professor da Disciplina de Endocrinologia e um dos coordenadores do núcleo, falou sobre a importância desse trabalho, que é resultado de um processo construído coletivamente na instituição. “A pessoa trans sofre por não ter acesso à saúde, em geral, por preconceito da equipe. Trabalhar com e para essa população é um constante redescobrir, e esse núcleo surge de forma a propor mudanças nos paradigmas desse atendimento, seguindo o lema ‘nada de nós sem nós’.”

Durante a cerimônia, foi realizada uma homenagem à família do professor Roberto Farina, representada pela sua filha Domitila Farina. O professor Farina, que recebe o nome do núcleo, foi cirurgião da Escola Paulista de Medicina e pioneiro na cirurgia plástica urogenital para transexuais no Brasil, na década de 1970.

Atendimentos

O atendimento do ambulatório acontece às terças-feiras, das 13h às 17h, na Rua Napoleão de Barros, nº 859, em conjunto com o Ambulatório de Medicina Geral e Familiar do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/Unifesp.

Os agendamentos das consultas são feitos exclusivamente por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS-SUS), por indicação da triagem do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids-SP, localizado na rua Santa Cruz, nº 81, na Vila Mariana. Os agendamentos para triagem no CRT podem ser feitos pelo telefone: (11) 5087-9984, das 8h às 11h.

Para conhecer mais sobre o núcleo, acesse aqui:
http://nucleotrans.unifesp.br

Escrito por Antônio Teixeira Benevides Neto, o livro Mel e Fel é lançado neste domingo no MDS (Museu da Diversidade Sexual) em São Paulo. Com apoio do Governo do Estado, o público terá a oportunidade de ouvir o relato do autor, que estará autografando a obra, das 15h30 às 18h, no local.

Natural de Fortaleza (CE), Antônio Teixeira Benevides Neto é filho de um comerciante e de uma enfermeira, que faleceu de leucemia quando ele tinha apenas onze meses. O padrão confortável da infância sob os cuidados dos avós pecuaristas, só foi interrompido pelos insultos e ameaças, principalmente por parte de seu pai, boêmio e alcoólatra. A história se assemelha a de muitos brasileiros dos quais ouvimos falar, não fosse o fato de Neto ter percebido na prostituição a possibilidade de concretizar a transexualidade e, assim, viver um grande amor. Além das dificuldades familiares, estudantis e financeiras, a autobiografia relata o contato com as drogas, a temperada de dez anos de trabalho na Europa, as conquistas materiais e as decepções afetivas numa história de reviravoltas com fim surpreendente.

“Minhas motivações sempre foram pautadas na atração que sentia pelo mesmo sexo, e na ânsia em encontrar alguém para amar e ser amado.”, enfatiza o autor.

Em meio a diferentes “fases” (masculina ou feminina) que viveu, Neto acumulou alegrias e dores, relatadas sob título “Mel e Fel”. São 600 páginas classificadas em 23 capítulos, que o autor acaba de publicar, de forma independente e tiragem limitada. Os exemplares são distribuídos diretamente pelo autor e estarão disponíveis a um preço especial durante o lançamento em São Paulo (SP).

Confirme sua presença no evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/1863319580546512/

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Mel e Fel’, de Antônio Teixeira Benevides Neto
19/02 (domingo), das 15h30 às 18h
Museu da Diversidade Sexual, Rua do Arouche, 24 – República (Estação República do metro)
Entrada Franca

Até o momento, a publicação feita na página do Carrefour Brasil tem mais de 21 mil compartilhamentos. O conteúdo? Duas funcionárias trans em comemoração ao Dia de Visibilidade Trans, que aconteceu neste domingo.

O texto não poderia ter sido melhor:

“Hoje é o Dia da Visibilidade Trans!
Aqui no Carrefour, celebramos a diversidade todos os dias. Além de contarmos com pessoas trans trabalhando com a gente, oferecemos curso de capacitação em varejo para aumentar suas chances de ingresso no mercado de trabalho. Para nós, todos devem ser respeitados e ter as mesmas oportunidades.  Na foto, nossas colaboradoras Luana e Marcelle.”

E o público não só gostou mas elogiou muito nas redes sociais, confira alguns destes elogios:

Alguns clientes, inclusive, reconheceram as funcionárias:

Segundo nota publicada pela assessoria do Carrefour Brasil, a rede conta com uma “Plataforma de Valorização da Diversidade” que, desde 2013, promove ações relacionadas à identidade de gênero, orientação sexual, raça, religião, idade e aparência.

Para enviar currículo, deve-se apenas visitar o site da empresa. Ou, ainda, o serviço específico de vagas para pessoas trans no endereço http://www.transempregos.com.br/

Que essa atitude do Carrefour sirva de modelo para muitas outras empresas. Pessoas trans, da comunidade LGBT, são as mais vulneráveis.

Muitos que não participam dos movimentos de direitos LGBTs se perguntam: afinal, como foi escolhido a data 29 de Janeiro para o Dia da Visibilidade Trans? Como surgiu? O que buscam? E nós explicamos! Foi no dia 29 de Janeiro de 2004 que 27 travestis, mulheres transexuais e homens trans entraram no Congresso Nacional em Brasília para lançar a campanha “Travesti e Respeito”, do Departamento de DST, AIDS e Hepatites do Ministério da Saúde.

Foi a primeira campanha nacional idealizada e organizada pelas próprias trans para a promoção do respeito e da cidadania. Desde então, a data não é só lembrada mas também é comemorada por ativistas travestis, transexuais, gays, lésbicas e parceiros em geral com diversas ações de visibilidade positiva desta população.

Em 2016, por exemplo, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, hoje considerada a maior do mundo, durante diversas reuniões que fez com coletivos, outras ONGs de direitos humanos e militantes independentes, desde o ano anterior, constatou que o segmento T (trans), de todas as letrinhas que compõe o LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), era, de fato, a mais vulnerável. Por isso o tema da 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no ano passado foi “LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, JÁ! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!”. Uma forma de mostrar a sociedade, além de lutar pelos direitos das pessoas do segmento T, que travestis, mulheres transexuais e homens trans existem e que todos nós estamos cansados de tanta transfobia.

O tema da Parada de 2016 repercutiu tanto que a APOGBLT SP, ONG responsável pela Parada LGBT de São Paulo, lançou inclusive a campanha “Marque-se” com a tag #ChegaDeTransfobia nas redes sociais. Deu tão certo que muita gente “se marcou” não só na Parada como nas redes.

Porém, a luta continua e felizmente, no dia 29 de Janeiro ou nos dias próximos a esta data, diversos militantes em todo o Brasil promovem atividades, palestras, workshops ou passeatas para se fazer ouvir. É o caso, por exemplo, da II Caminhada pela Paz: Sou Trans, Quero Dignidade e Emprego que, neste ano em São Paulo, será realizado no dia 28 de Janeiro no vão livre do Masp a partir das 14h. Diversas ONGs, inclusive a APOGLBT SP, estará presente. No dia 29, Dia da Visibilidade Trans, o mesmo grupo estará lançando o projeto K-Lendárias na Galeria Olido as 15h.

Segundo Renata Peron, responsável pelo Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais (CAIS) e que organiza a caminhada, “Somos apartidários. Queremos que população e a sociedade perceba que travestis, transexuais e homens trans estão a margem mas não queremos estar lá. Por isso estamos gritando até que alguém nos ouça.

Por isso a luta pelos direitos LGBTs, em especial aos grupos mais vulneráveis, é importante e merece a colaboração de todas as pessoas. Aqui mesmo em nosso portal, por exemplo, já noticiamos muitos casos tristes de transfobia que, infelizmente, acontecem diariamente.

Que o dia 29 de Janeiro, o Dia da Visibilidade Trans, ecoe e, como disse Renata Peron, “vamos gritar até que alguém nos ouça“.

 
(Vídeo produzido pelo PreparaNem em 2016 para o Dia de Visibilidade Trans)

Os novos serviços serão disponibilizados em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). No SUS, são realizados procedimentos ambulatoriais e cirurgias de mudança de sexo.

O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços para procedimentos ambulatoriais de processo transexualizador. Os novos centros funcionarão no Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba. Com a inclusão dos quatro novos serviços, serão, ao todo, nove centros habilitados para oferecer estes procedimentos, que incluem terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório. Dos nove centros, cinco oferecem a cirurgia de redesignação sexual.

O Brasil está na vanguarda da garantia de direitos e reconhecimento de gênero, assegurando a cobertura integral e gratuita de saúde para as pessoas trans. Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. Entre 2008 e 2016, ao todo, foram realizados 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

No SUS é disponibilizado um conjunto de procedimentos que compõe a mudança de sexo. São eles: cirurgias de redesignação sexual; de mastectomia (retirada de mama); plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e; cirurgia de tireoplastia (troca de timbre de voz). Além disso, no campo ambulatorial, há terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório.

Hoje, cinco serviços oferecem procedimentos ambulatoriais e procedimentos hospitalares de redesignação sexual. São eles: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Hospital das Clínicas de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás; Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os quatro novos centros habilitados farão somente os procedimentos.

O Centro de Acolhida para Mulheres Travestis e Transexuais Florescer é um abrigo com iniciativa da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo.

No dia 16/12 será realizado um encontro as 13h na Rua Prates, 1101A – Próximo ao Metrô Armênia.

A CAE Mulheres Trans Florescer convida todxs xs interessadxs em um gostoso Karaokê e saborear uma deliciosa pizza!

Participem. Divulguem. Compartilhem.

Linda, talentosa e com uma carreira brilhante, esta é a Maria Clara Spinelli, mulher transexual que irá estrear, nesta terça-feria (20/09), a série Supermax, da Globo.

Na trama, Spinelli é uma mulher que perdeu tudo e “decide entrar no reality para tentar ganhar o prêmio e resgatar o que tinha”, disse a atriz em entrevista ao O Globo. “O ambiente era muito real e sombrio. Foi desgastante física e emocionalmente para nós. A personagem me desafiou e fiquei realizada”, explica ela, que não revela se a personagem na novela é ou não transexual. “Se ela for, isso só vai ser descoberto ao longo dos episódios. Essa não é a grande questão de Janete”, conta ela, que disse ainda que não teme ficar conhecida apenas por papeis de transexuais.

A atriz, muito confiante, disse ainda que no começo de sua carreira existia esse medo. De ser vista apenas com papéis de personagens trans. Mas, com o tempo, percebeu que este receio não era algo exclusivo dela, muitos profissionais também tem receio de ficarem fixados em características de seus personagens: alguns fazem só comédia, outros só dramas, outros só papeis com personagens de sotaque, gagos, e por aí vai indo.

Ela diz que, se oferecerem um trabalho a ela, seja de uma personagem trans ou não, irá fazer com o maior prazer. Para quem não lembra, em 2013, ela teve uma participação na novela Salve Jorge, de Gloria Perez, onde representava Anita, uma personagem trans traficada por Wanda (atriz Totia Meirelles).

Para acompanhar Spinelli no seu Twitter oficial, segue o link:
https://twitter.com/mariaclaraspine

De 44, em 2015, agora subiu para 290 o número de estudantes travestis e transexuais que solicitam na secretaria da escola a vigência do seu direito pelo uso do nome social. É um direito respaldado pelo Decreto Estadual nº55.588, de 17 de março de 2010 que vale também para todos os órgãos de administração paulista, direta e indireta.

“Um dos propósitos dessa legislação é fortalecer, já na escola, a inclusão social desses cidadãos e assegurar-lhes desenvolvimento digno e respeitoso”, explica o professor Thiago Sabatine, responsável pela equipe técnica de Diversidade Sexual e de Gênero da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CEGB), da Secretaria da Educação do Estado, que levantou estes dados.

Ele explica que o nome social é ligado à identidade de gênero: “É a forma como o indivíduo se vê, o resultado da construção de sua identidade ao longo de sua vida”, afirma.

No levantamento realizado pela CEGB, no início do primeiro semestre de 2015, 44 alunos haviam requerido o nome social e, após seis meses, somavam 127. No final do ano, o crescimento continuou e o total chegou a 182 solicitantes. Hoje, encerrando o primeiro semestre, o nome social é uma realidade para 290 estudantes.

Do total de solicitações, 78% são adoção de nome social feminino; e os 22% restantes, masculino. Entre os solicitantes, 65%estão matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 35% no ensino fundamental e ensino médio regular. Destaca-se, ainda, que 26% têm menos de 18 anos, e 74%, 18 anos de idade ou mais.

Para reconhecimento às diferenças e prevenção de ações discriminatórias estão inclusas algumas regras como tratamento exclusivo pelo nome social e inclusão do mesmo em documentos internos como lista de chamada, carteirinha de estudante e boletim escolar; porém não é utilizado no histórico escolar, certificados e declarações.

Nos últimos dois anos a Secretaria da Educação promoveu videoconferências de capacitação aos professores e servidores das escolas em respeito ao tema. Os materiais foram ”Intitulados Travestis e Transexuais – O direito ao nome social e Tratamento nominal de discentes, travestis e transexuais, os mesmos estão disponíveis na Videoteca Rede do Saber, uma plataforma de ensino e capacitação à distância, acesse www.rededosaber.sp.gov.br

Em 2013 foram realizados capacitações presenciais, aonde 4 mil educadores foram contemplados nas 91 Diretorias de Ensino do Estado.

Segundo nota do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 406 candidatxs utilizarão o nome social na realização do Exame Nacional do Ensino Médio nos dias 5 e 6 de novembro deste ano.

O Instituto recebeu 842 solicitações, destas, 432 foram reprovadas porque não foram encaminhados os documentos necessários dentro das regras publicadas no edital do exame. A opção do nome social foi usado pela primeira vez em 2014 e teve 104 pessoas transgêneros inscritxs.

Veja no quadro abaixo as inscrições confirmadas de 2015 e 2016:

transgêneros-enem

Fonte: inep.gov.br

Qualquer informação sobre o cartão de inscrição, local de prova e outras dúvidas, acesse a página do(a) participante www.enem.inep.gov.br/participante

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A cada hora que passa uma pessoa do segmento T (Travestis e Homens e Mulheres Transexuais) sofre agressões, constrangimentos, é alvo de piadas, são excluídas, entre outras coisas. E, por este motivo, a luta contra a transfobia é uma luta de todos.

A Constituição Federal determina que todo cidadão tem o direito de tratamento de seus semelhantes como pessoa humana, sem qualquer discriminação, tal como na Declaração Universal dos Direitos Humanos é determinado que “todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei”.

Portanto, como cidadãos, temos direito a vida! Temos que reivindicar por nossos direitos de sermos reconhecidos pelo nosso nome social. Queremos ter acesso e atendimento médico sem constrangimento! Estamos em busca dos nossos direitos à integração social, à educação e ao trabalho.

Passamos por diversas dificuldades por sermos Travestis, mulheres transexuais ou homens trans. Queremos ter assegurado o direito à liberdade de expressão. Por ser um absurdo em pleno século XXI, termos que lutar por direitos básicos, que outras pessoas jamais precisariam reivindicar.

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Luiz Fernando Prado Uchoa*

*Luiz Fernando Prado Uchoa é homem trans, estudante de Jornalismo, articulista do site “pau pra qualquer obra” e membro do núcleo político da família Stronger.