sábado, abril 29, 2017
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No detalhe, Ágatha Mont; abaixo, o corpo dela encontrado em Itapevi pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi, Grande São Paulo. (Foto: Divulgação / Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi)

O corpo da universitária transexual foi encontrado na madrugada deste sábado (4) em Itapevi, Grande São Paulo, e enterrado ontem (7) no cemitério da mesma cidade onde ela morava com a família. O caso, registrado como “homicídio simples de autoria desconhecida” ainda está sendo investigado para determinar se ela foi realmente assassinada.

Estudante do curso de Artes Visuais na FMU em São Paulo, Ágatha Mont, de 26 anos, trabalhava como garota de programa nas ruas de Itapevi para pagar a faculdade. Segundo sua amiga, Glaciene Oliveira, ela pode ter sido morta por um cliente ou até mesmo outra transexual. Porém, existe outra suspeita, como a do irmão Arthur Rodrigues que, em uma entrevista ao G1, disse “Para mim foi um assassinato e acho que foi motivado por preconceito. Acho que foi crime de transfobia porque ele era transexual e já tinha sido vítima de preconceito no passado”.

Arthur fala sobre o caso noticiado inclusive pelo G1 em 2011 com o título “Aluna trans diz sofrer preconceito ao usar banheiro feminino em faculdade“, onde, na porta do banheiro da faculdade estava a mensagem pichada “Macho de saia, não”.

Segundo o delegado-titular Marcos Antonio Manfrin, o caso está sendo tratado como homicídio, mas pelo fato da vítima estar nua, sem documentos, com marcas no corpo e sangramento no queixo e braços, tudo indica que ela pode ter sido agredida e este ser um crime de transfobia.

Bruna Maria, que estudava com Ágatha, disse que este seria o último semestre do curso e que todos sentirão muita falta dela, “ela era a luz da classe”, disse também na reportagem do G1.

Infelizmente os casos de homofobia/transfobia no Brasil são recorrentes. Muitos são noticiados pela imprensa e se tornam bastante conhecidos. Outros, nem tanto. Mas sabemos que essa violência por orientação sexual ou identidade de gênero existe, mata e é por isso que precisamos de leis/punição exemplar que combatam essas atrocidades.

Natila Mota, mulher transexual, neste momento está em observação em um hospital de Itapetinga, sudoeste da Bahia, porém, nesta sexta, ela levou sete facadas de um casal heterossexual na cidade de Maiquinique.

Segundo entrevista ao GGB (Grupo Gay da Bahia), Luciano de Maria, diretor do Movimento LGBT de Itapetinga, conta que Natila estava caminhando com seu namorado de mãos dadas quando um casal heterossexual os insultou. Eles revidaram e, mais tarde, esse casal com mais duas mulheres começaram as agressões. Luciano Ferraz, já identificado pela polícia, e que estava com o grupo, desferiu as facadas.

Socorrida por seu companheiro, Natila foi levada para o Hospital Municipal de Maiquinique, onde, lá dentro da unidade de saúde, continuou sendo agredida e ninguém se prontificou a ajudá-la. As imagens, gravadas por um celular, estão sendo compartilhadas nas redes sociais e todos pedem justiça.

Veja reportagem local (as imagens são fortes):

O caso está sendo conduzido pelo delegado de Polícia Civil Dr. Irineu Andrade, titular de Macarani, que já expediu o mandado de prisão preventiva aos agressores que devem responder por tentativa de homicídio.

 

Desde sábado a estudante M. L., de 18 anos, sofre com ameaças e é perseguida de forma assustadora: recebe ligações e até visitas em sua casa. Tudo porque ela esteve no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, para se alistar no serviço militar e alguém a fotografou dentro do quartel e espalhou a imagem nas redes sociais, assim como sua ficha de inscrição com seu nome de registro (que ela não usa).

 M. L., em reportagem para o Jornal Extra, disse que soube que suas fotos estavam sendo espalhadas pela internet por uma amiga. Logo em seguida começou a receber ofensas, ligações pedindo para sair e ameaças de morte. Assustada, foi procurar amigo na casa de parentes. Ela disse que, naquele dia, lembra de um soldado apontando o celular para ela, mas não imaginava o motivo.

Segundo a advogada Patrícia Gorich, presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família, que ajuda M. L. no caso:

“Ela viu um soldado com um celular no segundo andar do quartel, em um vão, mas não deu tanta atenção, pois não desconfiava que tamanho absurdo poderia acontecer. Ficou surpresa quando, no sábado, começaram a ligar para a casa dela e a mandar mensagem para o WhatsApp, o dia inteiro. Mandaram tanto mensagens de ódio quanto chamando para sair, chamando pelo nome de registro. Quando entrou no Facebook, viu que já tinha muita gente comentando que todos os dados dela estavam na internet: endereço, telefone, nome do pai e da mãe. A vida dela virou um caos”

Segundo M. L., ela publicou em seu perfil que foi conversar com o capitão do batalhão e contou o que aconteceu. Ele pediu desculpas e pediu para que ela aguardasse as coisas se acalmarem, sugeriu até trocar o telefone de sua casa, como se isso fosse resolver os dados causados. Foi então que ela registrou boletim de ocorrência e, depois que a história de tornou pública, a Coordenadoria da Presidência da República entrou em contato pedindo que a denúncia fosse formalizada.

Segundo a advogada, “Ela está com medo. E seu medo é legítimo. Ela foi exposta a uma situação vexatória. O nome e o rosto foram expostos, além de outros dados pessoais. E nenhum cidadão tem acesso à ficha pessoal de alistamento militar”.

Em comunicado, o Exército Brasileiro informou que teve conhecimento do fato e que já tomou as medidas administrativas necessárias para esclarecer o ocorrido. E que os envolvidos serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.

Ainda na nota, o Exército diz que não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos, dentro dos limites da lei. E que a instituição não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro.

Nota do editor/jornalista da APOGLBT: Diferente de outros veículos, borramos o rosto na imagem e não colocamos seu nome completo para evitar mais ainda sua exposição.

Com o tema “O amor transforma preconceitos”, o curta protagonizado por Laura Zanotti, maquiadora, mulher transexual e ativista LGBT, conta a história de uma tradicional família mineira que vive na zona rural.

Dirigido por Eduardo Zunza, no vídeo, a transexual sai de casa após rejeição e só volta na celebração dos 50 anos de casamento dos seus pais. Ela chega acompanhada pelo companheiro e pela filha.

Laura Zonetti diz que foi uma honra ter representado pessoas LGBTs, especialmente por ser uma mulher transexual, mostrando que todos existimos e estamos em todos os espaços.

O vídeo também faz parte da “Livres & Iguais”, campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pela igualdade LGBTI, com parceria da embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil.

Assista:

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Jovem luta pelo meio ambiente, visibilidade trans e crianças carentes.

Conhecida por ser uma youtuber maranhense onde, recentemente, publicou em seu canal sua transformação em mulher, a jovem Vitoria Guarizo, de 18 anos, junto com mais dois jovens, enviou um vídeo para o projeto Click Esperança e foi selecionada.

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Julia Saraiva, Vitoria Guarizo e João Pedro Eboli (Foto: Divulgação)

Junto com Julia Saraiva, de 16 anos e João Pedro Eboli, de 15 anos, Guarizo passa a integrar o time de Flávio Canto, ao lado de Dira Paes, Lázaro Ramos e Leandra Leal.

O mais interessante é que os três adolescentes estão ligados a causas sociais. Julia participa de um grupo que visitam instituições de caridade e João é um dos ativistas ligados à causa ambiental. Já Vitória Guarizo, em entrevista ao portal Ego, disse:

“Quero que as transexuais lutem por aquilo que almejam. Que elas principalmente acreditem em si mesmas, pois podem chegar onde quiserem! Se eu tivesse o poder de mudar o mundo, espalharia paz e amor, isso é algo que está em falta hoje em dia. A mudança não virá de alguém de Brasília, nem do vizinho. A mudança tem que começar primeiramente por nós mesmos”

No próximo sábado, dia 11 de junho, às 17h30, no NPP – Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas, será realizada uma palestra e exibição do filme ‘NORMAL’ da diretora Jane Anderson, seguido de debate.

transexual-psicanálise-spO filme aborda uma trama familiar, das questões de gênero e dos preconceitos sociais. Depois de 25 anos de casamento com Irma (Jessica Lange), Roy (Tom Wilkinson) conclui que viver sendo uma mulher no corpo de um homem é um fardo, chega no limite de sua tolerância em continuar negando quem é. Determinado a fazer uma cirurgia de redesignação sexual, Roy terá de enfrentar uma trajetória sofrida e cheia de desafios. Mas ao perceber que amigos de trabalho, a população e até mesmo a igreja são contra, Irma mostra compreensão e apoia Roy em sua jornada para se transformar em “Ruth”, o que vai colocar em debate temas como família, escolhas, amor e humanidade.

A palestrante Albangela Machado é psicanalista formada pelo NPP, especialista em casal e família pela UNIFESP e em sexualidade humana pela Faculdade de Medicina da USP.

As inscrições podem ser feitas antes da palestra, no próprio local, pelo investimento de R$ 20,00. Todos os inscritos receberão certificados emitido pelo SINPESP, contendo quatro horas-aula.

Serviço:

Palestra: Transexual – A esposa como mediadora?
Palestrante: Albangela Machado (psicanalista)
Entrada R$ 20,00
Confirme valores e horários no (11) 5575-2063 ou por e-mail angelo@sinpesp.com.br
Local: Rua Humberto I, 501 – Vila Mariana – SP (Metrô Ana Rosa)