sexta-feira, julho 21, 2017
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Escrito por Antônio Teixeira Benevides Neto, o livro Mel e Fel é lançado neste domingo no MDS (Museu da Diversidade Sexual) em São Paulo. Com apoio do Governo do Estado, o público terá a oportunidade de ouvir o relato do autor, que estará autografando a obra, das 15h30 às 18h, no local.

Natural de Fortaleza (CE), Antônio Teixeira Benevides Neto é filho de um comerciante e de uma enfermeira, que faleceu de leucemia quando ele tinha apenas onze meses. O padrão confortável da infância sob os cuidados dos avós pecuaristas, só foi interrompido pelos insultos e ameaças, principalmente por parte de seu pai, boêmio e alcoólatra. A história se assemelha a de muitos brasileiros dos quais ouvimos falar, não fosse o fato de Neto ter percebido na prostituição a possibilidade de concretizar a transexualidade e, assim, viver um grande amor. Além das dificuldades familiares, estudantis e financeiras, a autobiografia relata o contato com as drogas, a temperada de dez anos de trabalho na Europa, as conquistas materiais e as decepções afetivas numa história de reviravoltas com fim surpreendente.

“Minhas motivações sempre foram pautadas na atração que sentia pelo mesmo sexo, e na ânsia em encontrar alguém para amar e ser amado.”, enfatiza o autor.

Em meio a diferentes “fases” (masculina ou feminina) que viveu, Neto acumulou alegrias e dores, relatadas sob título “Mel e Fel”. São 600 páginas classificadas em 23 capítulos, que o autor acaba de publicar, de forma independente e tiragem limitada. Os exemplares são distribuídos diretamente pelo autor e estarão disponíveis a um preço especial durante o lançamento em São Paulo (SP).

Confirme sua presença no evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/1863319580546512/

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Mel e Fel’, de Antônio Teixeira Benevides Neto
19/02 (domingo), das 15h30 às 18h
Museu da Diversidade Sexual, Rua do Arouche, 24 – República (Estação República do metro)
Entrada Franca

No próximo sábado, dia 11 de junho, às 17h30, no NPP – Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas, será realizada uma palestra e exibição do filme ‘NORMAL’ da diretora Jane Anderson, seguido de debate.

transexual-psicanálise-spO filme aborda uma trama familiar, das questões de gênero e dos preconceitos sociais. Depois de 25 anos de casamento com Irma (Jessica Lange), Roy (Tom Wilkinson) conclui que viver sendo uma mulher no corpo de um homem é um fardo, chega no limite de sua tolerância em continuar negando quem é. Determinado a fazer uma cirurgia de redesignação sexual, Roy terá de enfrentar uma trajetória sofrida e cheia de desafios. Mas ao perceber que amigos de trabalho, a população e até mesmo a igreja são contra, Irma mostra compreensão e apoia Roy em sua jornada para se transformar em “Ruth”, o que vai colocar em debate temas como família, escolhas, amor e humanidade.

A palestrante Albangela Machado é psicanalista formada pelo NPP, especialista em casal e família pela UNIFESP e em sexualidade humana pela Faculdade de Medicina da USP.

As inscrições podem ser feitas antes da palestra, no próprio local, pelo investimento de R$ 20,00. Todos os inscritos receberão certificados emitido pelo SINPESP, contendo quatro horas-aula.

Serviço:

Palestra: Transexual – A esposa como mediadora?
Palestrante: Albangela Machado (psicanalista)
Entrada R$ 20,00
Confirme valores e horários no (11) 5575-2063 ou por e-mail angelo@sinpesp.com.br
Local: Rua Humberto I, 501 – Vila Mariana – SP (Metrô Ana Rosa)

Essa situação infelizmente acontece todos os dias em estabelecimentos públicos e privados

Alguns locais possuem normas sobre não ter qualquer tipo de discriminação entre colaboradores e clientes, mas e os lugares que ignoram a Lei Estadual 10.948/2001 e expulsam clientes ou até mesmo funcionários por conta da orientação sexual e identidade de gênero?

Artigo 1.º – Será punida, nos termos desta lei, toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero.
Artigo 2.º – Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta lei:
I – praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;
II – proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público;
III – praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei.”

Para denunciar o ato discriminatório é necessário o registro via internet, escrita, carta, telegrama ou similar em órgãos públicos (Delegacia Civil, DECRADI) e/ou organizações não governamentais em defesa dos direitos humanos. O sigilo do autor da denúncia é garantido para segurança do mesmo, pois é importante detalhar o fato com identidade, características dos autores do ato discriminatório, local, data e horário.

Feito esse procedimento, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania analisará a denúncia para impor as penalidades cabíveis que varia desde multa até cassação definitiva da licença estadual para funcionamento.

Onde denunciar? Acesse o materiais de apoio da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/documentos/cartilhas/DirTrans.pdf

http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/documentos/cartilhas/dscrmn.pdf

Fonte: http://www.defensoria.sp.gov.br

Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola