sexta-feira, julho 21, 2017
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transfobia

Em São Carlos (SP), Leona Zanforlin, uma mulher transexual, foi impedida de abrir um crediário utilizando seu nome social em uma loja de departamento da cidade, mesmo apresentando o RG na hora do cadastro. Segundo uma das funcionárias da loja, o sistema não aceitava o nome feminino da assinatura do documento e, no verso, o nome masculino.

A jovem de 24 anos contou que foi até Pernambucanas com sua mãe, a fim de comprar roupões. Tudo estava indo bem, até que chegou a hora do pagamento, quando uma das atendentes ofereceu que a compra fosse efetuada via crediário. Para o cadastro, Leona precisou entregar um documento oficial com foto.

“Depois que pegou meu documento, ela alegou que não poderia ser feito o crediário pela questão da minha assinatura estar com o nome feminino e na frente, e o masculino atrás. Só que meu RG foi emitido pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e ela disse que é sistêmico, que o sistema da loja recusa”.

Leona conta que gravou o áudio da discussão e logo em seguida acionou a polícia para oficializar a denúncia por Transfobia. Quando a viatura chegou na loja, a própria atendente disse que daria pra fazer o cadastro manualmente, só que iria demorar um pouco mais, mas Leona não aceitou.

“Me senti humilhada”, disse ela.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), constando preconceito e homofobia como itens da denúncia. Segundo Leona, a funcionária duvidou que ela fosse realmente chamar a polícia, e em nenhum momento ofereceu que o cadastro fosse feito manualmente.

Em nota, a Loja Pernambucanas afirmou que houve um erro no sistema, já que a loja permite nome social nos cartões de crédito, e que apesar do ocorrido, defende a diversidade e a inclusão, inclusive no quadro de colaboradores.

No texto, a loja ainda revelou que irá reforçar internamente as orientações sobre questões de gênero.

Após ter o pedido de alteração de gênero em seus documentos oficiais negado, uma mulher transsexual abriu um processo contra o estado de Idaho (EUA) na última terça (18), afirmando que agentes policiais haviam a humilhado com termos pejorativos como “traveco” e “bicha” dentro de um dos escritórios de segurança do estado.

A cidadã afirma não sentir-se confortável com o gênero identificado em seus documentos oficiais e que isso está fazendo com que ela sofra discriminação.

A vítima, de 28 anos, que é identificada apenas pelas iniciais “F.V.”, pediu para que seu documento – onde diz que ela é homem – fosse alterado. Mas os oficiais, além de negar o pedido, foram extremamente preconceituosos.

“O gênero incorreto nos documentos de F.V. a expôs à hostilidade quando ela visitou o escritório de segurança social”, relata o processo. Depois de ver o documento, funcionários do escritório se referiram a ela como “traveco”. O texto afirma ainda que um deles a chamou de “bicha” enquanto a vítima deixava o local.

Muitos estados americanos permitem que indivíduos transsexuais alterem o gênero e o nome em seus documentos, mas Idaho ainda não é um deles.

Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade bastante opressora e a chave para combater esse sistema é a resistência. Ou seja, RESISTA. A luta LGBT por igualdade de direitos civis é uma só. Ela não enxerga fronteiras ou barreiras físicas. É uma guerra constante e histórica.

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

Em 65 dias de 2017, 70 LGBTS ASSASSINADOS no Brasil!

O cruel assassinato da trans DANDARA no Ceará é apenas mais um de um genocídio diário. 338 HOMOCÍDIOS no ano passado. Precisamos pressionar o Governo Temer para aprovar a criminalização da homofobia!

A APOGLBT SP convoca todas as ONGs de militância, coletivos e militantes independentes para se unirem a este ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!

O ato será no dia 18/03/2017 na Praça Roosevelt, com concentração as 16h e início as 17h. Sairemos em caminhada pela Av. Ipiranga, Praça da República, Vieira de Carvalho e Largo do Arouche.

Até o momento, estão com a gente:
– Família Stronger
– Mães pela Diversidade
– Associação Cultural Dynamite
– Familia Lobos
– Familia Vallentiny.
– Roda de Conversa
– Comissão da oab de Jundiaí
– Ong Liberdade de Amar
– Instituto Nice
– ONG Aliados (Aliança Pela Livre Identidade e Apoio â Diversidade de Orientação Sexual) de Jundiaí/SP
– Cursinho Transformação
– Forum LGBT de Mogi das Cruzes
– Associação Casarão Brasil
– Instituto Omindaré
– Diversidade Tucana Municipal
– Revolta da Lâmpada
– Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero
– IBRAT
– CAIS – Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais

Faça parte desta lista. Mande um e-mail para parada@paradasp.org.br e vamos, todas as pessoas juntas, promover este ato contra a LGBTFobia que, em 65 dias, já matou 70 pessoas LGBTs.

Serviço:

ATO BASTA, CHEGA DE LGBTFOBIA!
Dia 18/03, concentração as 16h
Local Praça Roosevelt – São Paulo / SP
Link do evento http://paradasp.org.br/atobasta

No detalhe, Ágatha Mont; abaixo, o corpo dela encontrado em Itapevi pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi, Grande São Paulo. (Foto: Divulgação / Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi)

O corpo da universitária transexual foi encontrado na madrugada deste sábado (4) em Itapevi, Grande São Paulo, e enterrado ontem (7) no cemitério da mesma cidade onde ela morava com a família. O caso, registrado como “homicídio simples de autoria desconhecida” ainda está sendo investigado para determinar se ela foi realmente assassinada.

Estudante do curso de Artes Visuais na FMU em São Paulo, Ágatha Mont, de 26 anos, trabalhava como garota de programa nas ruas de Itapevi para pagar a faculdade. Segundo sua amiga, Glaciene Oliveira, ela pode ter sido morta por um cliente ou até mesmo outra transexual. Porém, existe outra suspeita, como a do irmão Arthur Rodrigues que, em uma entrevista ao G1, disse “Para mim foi um assassinato e acho que foi motivado por preconceito. Acho que foi crime de transfobia porque ele era transexual e já tinha sido vítima de preconceito no passado”.

Arthur fala sobre o caso noticiado inclusive pelo G1 em 2011 com o título “Aluna trans diz sofrer preconceito ao usar banheiro feminino em faculdade“, onde, na porta do banheiro da faculdade estava a mensagem pichada “Macho de saia, não”.

Segundo o delegado-titular Marcos Antonio Manfrin, o caso está sendo tratado como homicídio, mas pelo fato da vítima estar nua, sem documentos, com marcas no corpo e sangramento no queixo e braços, tudo indica que ela pode ter sido agredida e este ser um crime de transfobia.

Bruna Maria, que estudava com Ágatha, disse que este seria o último semestre do curso e que todos sentirão muita falta dela, “ela era a luz da classe”, disse também na reportagem do G1.

Dia 29/01, domingo passado, um grupo de Drag Queens estava realizando um curso perto do Shopping Penha em São Paulo quando resolveram ir até o shopping para almoçar. Logo na entrada, seguranças do shooping barraram a entrada deles alegando o “uso de maquiagem”. Algo que mulheres também utilizam.

O caso repercutiu por todo o Brasil. Mais uma vez, a homofobia foi caracterizada de forma explícita e cruel. E engana-se que sejam casos isolados. Infelizmente acontece mais do que imaginamos.

Um dos pontos chaves do grupo foi justamente não deixar por isso mesmo, chamaram a polícia e registraram um boletim de ocorrência. E mais, estão programando para este domingo (05/02), um encontro gigantesco com outras drags, ativistas e coletivos de lutas pelos direitos LGBTs para irem até o shopping dar muita pinta (em forma de protesto, claro!).

Caso sinta-se à vontade, convide seus amigos e participe também. O link do evento no Facebook é:
https://www.facebook.com/events/370631633318873/

Se não está sabendo deste caso, assista a um dos programas noticiados na TV aberta:

Dia 10 de Fevereiro, Luiz Fernando Prado Uchôa, homem trans graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, apresentará seu trabalho acadêmico intitulado “Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans” na Câmara Municipal de São Paulo.

A obra acadêmica tem como objetivo tornar acessível a população leiga em assuntos de transexualidade, o que seria transmasculinidade e, por meio de relatos de pessoas que vivenciam esta realidade para desta forma, criar pontes de aproximação entre familiares, conhecidos, amigos e agentes sociais com os homens trans, que necessitam ser parte integrante da sociedade com todos os direitos assegurados e também, difundir o universo transmasculino para a vida cotidiana.

Por meio de relatos, o trabalho também mostra que a transfobia em relação ao segmento de homem trans, muitas vezes, acontece por desconhecimento das pessoas em relação a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero, e que existem muitas masculinidades existentes além da tida como heteronormativacisgênera apresentada socialmente.

Também é objetivo salientar que os principais fatores responsáveis por agressões físicas e/ou verbais sofridas por homens trans são provenientes do machismo e da misoginia existentes no patriarcado. Por isso, muitos deles ao se assumirem são expulsos de casa, impossibilitados de seguir com os estudos, de terem acesso á saúde e até de ingressarem no mercado de trabalho.

Luiz Fernando Prado Uchôa, autor, é graduado em comunicação social – habilitação em jornalismo – pela Universidade Guarulhos (UNG), professor de inglês e espanhol, colunista dos sites Pau Pra Qualquer Obra e Babado POP, administrador da página Você não é estranho e membro do coletivo Família Stronger.

Serviço:

Apresentação do trabalho acadêmico:
“Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans!”
Autor Luiz Fernando Prado Uchôa
Data: 10/02/2017
Horário: 18h30 ás 21h00.
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Sala: Sérgio Vieira
Endereço: Palácio Anchieta / Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP
Ponto de referência: próximo a saída do Terminal Bandeira – Metrô Anhangabaú

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/233673930417598/

Créditos da imagem: www.tortadeclimao.com.br e krisbarz.squarespace.com

A intolerância existente nos casos de homofobia (ligados a orientação sexual) ou transfobia (ligados a identidade de gênero) não atingem apenas pessoas LGBTs, atingem também familiares, amigos ou conhecidos.

Foi o que aconteceu domingo (25) com o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação de metrô Pedro II em São Paulo. Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, a briga começou do lado de fora da estação, quando a travesti Raissa chamou a atenção de dois rapazes que urinavam na rua. Irritados, começaram a agredi-la.

Raissa tentou escapar e, na fuga, já dentro do terminal, foi socorrida por Ruas que tentou defende-la. Ela escapou, mas ele, não. Pelas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do metrô, ele caiu e os dois desferiram vários socos e chutes na cabeça do ambulante. Depois de alguns segundos, sem reação da vítima, eles pararam e foram embora. Não satisfeitos, voltaram e desferiram mais socos.

Identificados como Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, os agressores, segundo Gonçalves, são primos e moram próximos. Um deles teria brigado com a esposa, bebido muito na ceia de Natal e se irritou com a travesti e também com morador de rua e carroceiro José Vieira Filho que, em entrevista ao G1, disse que é homossexual.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) há suspeita de um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

O ambulante foi socorrido por funcionários do metrô, mas não resistiu e morreu no hospital Municipal Vergueiro.

Na Internet, grupos e militantes independentes estão organizando um Ato em Memória de Luiz Carlos Ruas, em forma de agradecimento ao ambulante por sua coragem e apoio à sua família. Quem puder comparecer, será no dia 30 as 15h na estação Dom Pedro II. Até o momento, mais de 1.300 pessoas confirmaram presença. O link é:

https://www.facebook.com/events/1422719047761053/

Em 20 de Junho de 2015, a travesti Laura Vermont foi espancada por cinco homens na zona leste de São Paulo. Dois policiais militares foram presos por atirarem contra ela e mentirem à Polícia Civil sobre o caso.
Imagens das câmaras de segurança de lojas na avenida Nordestina, Vila Nova Curuça, zona leste de São Paulo, gravaram o momento em que a travesti Laura Vermont, de 18anos, foi atacada por cinco homens.

De acordo com os delegados Michel Augusto Toricelli e José Manoel Lopes, do 32º DP (Itaquera), os responsáveis pela morte de Laura são Van Basten Bizarrias de Deus, Jefferson Rodrigues Paulo, ambos de 24 anos, Iago Bizarrias de Deus, Wilson de Jesus Marcolino, os dois com 20 anos, e Bruno Rodrigues de Oliveira.

PMs presos por mentir

Os PMs Ailton de Jesus, 43 anos, e Diego Clemente Mendes, 22, do 39º Batalhão, foram presos em flagrante, na tarde de 20 de junho, após mentir para a Polícia Civil sobre um tiro disparado contra Laura.

A versão contada por eles é que Laura teria pego o carro da polícia sem permissão, batido em um poste e tentado fugir. A mãe da vítima estranhou o fato, já que ela não sabia dirigir. Tendo uma testemunha de 19 anos apresentada pelos policiais, os investigadores ficaram desconfiados pela riqueza dos detalhes.

Ao fazerem a reconstituição do crime, notaram diversas manchas de sangue em locais que nem a testemunha e nem os policiais relataram. Pressionados, a verdade apareceu.

O PM Ailton assumiu ter atirado em Laura “porque ela havia apresentado resistência”. Já o PM Mendes disse a Polícia Civil que “foi instruído por [o PM] Ailton a não relatar a verdade dos fatos”. Por conta disso, os dois foram presos em flagrante por falto testemunho e fraude processual.

O julgamento dos assassinos de Laura Vermont será realizado nesta segunda, dia 28/11, no Fórum Criminal da Barra Funda em São Paulo (Av. Dr. Abrahão Ribeiro, 313) e será acompanhado por militantes, coletivos e pela diretora e segunda secretária da APOGLBT SP Adriana da Silva.

Que a justiça seja feita!

Infelizmente os casos de homofobia/transfobia no Brasil são recorrentes. Muitos são noticiados pela imprensa e se tornam bastante conhecidos. Outros, nem tanto. Mas sabemos que essa violência por orientação sexual ou identidade de gênero existe, mata e é por isso que precisamos de leis/punição exemplar que combatam essas atrocidades.

Natila Mota, mulher transexual, neste momento está em observação em um hospital de Itapetinga, sudoeste da Bahia, porém, nesta sexta, ela levou sete facadas de um casal heterossexual na cidade de Maiquinique.

Segundo entrevista ao GGB (Grupo Gay da Bahia), Luciano de Maria, diretor do Movimento LGBT de Itapetinga, conta que Natila estava caminhando com seu namorado de mãos dadas quando um casal heterossexual os insultou. Eles revidaram e, mais tarde, esse casal com mais duas mulheres começaram as agressões. Luciano Ferraz, já identificado pela polícia, e que estava com o grupo, desferiu as facadas.

Socorrida por seu companheiro, Natila foi levada para o Hospital Municipal de Maiquinique, onde, lá dentro da unidade de saúde, continuou sendo agredida e ninguém se prontificou a ajudá-la. As imagens, gravadas por um celular, estão sendo compartilhadas nas redes sociais e todos pedem justiça.

Veja reportagem local (as imagens são fortes):

O caso está sendo conduzido pelo delegado de Polícia Civil Dr. Irineu Andrade, titular de Macarani, que já expediu o mandado de prisão preventiva aos agressores que devem responder por tentativa de homicídio.

 

Por Sérgio Viula

RIO, Brasil: O caso aconteceu em 12 de setembro. Enquanto uma travesti era espancada à luz do dia numa rua do Rio de Janeiro, pedestres, motociclistas e outros indivíduos passavam e até gravavam a cena sem fazerem nada para salvar a vida das travestis.

O caso se espalhou como fogo pela internet no Brasil e chegou a importantes redes de TV tais como o GloboNews, que atualizou as informações do caso neste dia 14.

De acordo com os investigadores, as travestis havia sido humilhadas dentro de uma van em Santa Cruz, zona oeste do Rio. Para se defender, uma delas teria desferido um golpe de faca contra um dos agressores. Depois disso, eles teriam avançado violentamente sobre ela ao ponto de quase matá-la em plena luz do dia.

Alguns meses atrás, o Brasil testemunhou uma discussão no Congresso durante a qual as pessoas transgênero foram deixadas de fora da agenda que visava a aumentar as proteções contra a violência baseada em gênero ou crime de ódio. As mulheres transgênero, que já estavam no texto do projeto, foram simplesmente excluídas. Isso quer dizer que o governo Brasileiro não fez e pretende não continuar fazendo nada para promover a paz e a igualdade no que se refere às pessoas LGBT, especialmente as pessoas transgênero, nesse caso especificamente.

É triste que mulheres tenham que andar armadas com facas, spray de pimenta e outras coisas para se defenderem do assédio e das agressões físicas por parte de homens machistas e transfóbicos nesse país. Esse tipo de crime deveria receber agravamento de pena, mas é também preciso educar para a inclusão. Vamos falar sobre gênero nas escolas e universidades, sim. Vamos falar sobre isso nas redes sociais. Vamos falar disso em toda parte e a qualquer momento, porque nenhum de nós escapa ao gênero, seja ele qual for.

Nos últimos quatro anos, mais de 300 pessoas LGBT foram brutalmente assassinadas no Brasil a cada ano.

As cenas do vídeo gravado são fortes: