Por Tamara Smith*

23 anos depois, a luta continua diariamente contra o preconceito, a cultura do estupro e o machismo; com o tema ”Visibilidade, Saúde e Organização” aconteceu no Rio de Janeiro o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE).

Uma das mais importantes conquistas: um espaço de discussão voltado exclusivamente para lésbicas com o objetivo de fortalecer suas vozes a organização política e condição social; não esquecemos do ”Stonewall Brasileiro” que aconteceu dia 19 de agosto, de 1983 no Ferro’s Bar em São Paulo aonde Rosely Roth com outras integrantes do Grupo de Ação Lésbico-Feminista (GALF), reivindicaram com o apoio de aliados, de outros coletivos, representantes do poder público e judiciário, o direito de divulgar o jornal Chanacomchana escrito por ela e Miriam Martinho; pois como um local frequentado por lésbicas, recusou o apoio ao trabalho voltado para elas? A conquista repercutiu na imprensa que tratou com devido respeito a ação social de que todos os dias sofriam ameaças e a repressão da ditadura militar.

Os anos passaram, conquistas e visibilidade ganham espaço graças a rapidez para se comunicar e chegar ao inacessível, aos jovens e adultos que buscam ajuda sobre a descoberta de si mesmo(a) e dividem suas opiniões e experiências: fundação de coletivos, ações de militantes independentes sendo reconhecidos por pessoas próximas ou até mesmo de outros continentes.

A discriminação contra as mulheres no esporte, mercado de trabalho e na política vai acabar com a união, agora não é momento de dizer ”sou mais militante do que você…” ou ainda ”sofro mais racismo do que você…”, sem falar no ”sou mais discriminada do que você”.

Se queremos de fato equalidade de direitos e união, diremos:

” Estou com você na luta contra o machismo, a cultura do estupro e o preconceito.”

Dia 29 de agosto, dia da visibilidade lésbica.

 

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo e militante LGBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

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