Trans Juju Oliveira pede ajuda profissional para remover silicone industrial

A trans Juju Oliveira tem movimentado as redes sociais nos últimos dias e colocado em pauta um problema recorrente dentro da comunidade T, da sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), que é o uso incorreto do silicone industrial.

Juju relata que, em meados de 2017, fez um procedimento clandestino para preenchimento de silicone industrial no rosto e que, com o passar dos anos, o produto aumentou de volume consideravelmente deformando todo o seu rosto. Por conta desta deformação, ela é alvo de piadas e chacotas na cidade de Passo Fundo, município brasileiro localizado no interior do estado do Rio Grande do Sul.

Em um primeiro vídeo, Juju, que já tem 30 anos e trabalha na rua como profissional do sexo, pede respeito para a população onde mora. Pois ela sofre muito bullying por conta disso. Após este primeiro vídeo viralizar em diversos portais, Juju gravou outro vídeo dizendo que não quer ajuda financeira e nem que as pessoas criem uma vakinha. Ela deixa claro que não quer dinheiro. O que ela quer, neste momento, é um médico cirurgião plástico que a ajude a remover parte deste excesso em seu rosto.

Em entrevista ao jornal Extra, Juju que mora com os pais e tem familiares próximos, disse que neste momento o que ela mais deseja é se livrar deste excesso: “Não preciso nem ficar bonita. Pedi ao médico para tirar esse inchaço para que nunca mais eu seja chamada de Fofão. E não é pelo personagem, a comparação. Eu só quero viver de novo como uma pessoa normal. Mas digo, quanto mais batem nas minhas costas, mais eu sobrevivo”.

Caso você conheça algum cirurgião plástico que more próximo e possa ajudá-la, entre me contato por meio do seu instagram.com/oliveirajuju358

E que seu caso, assim como de diversas outras pessoas trans que já passaram ou passam por problemas parecidos, sirva de exemplo. Afinal, sabemos que até fora da comunidade LGBT, com profissionais sérios e respeitados, já existe um número considerável de casos danosos feito por péssimos profissionais, imagine então procedimentos estéticos feitos de forma clandestina?

A saúde deve ficar sempre em primeiro lugar. Que Juju consiga essa ajuda e que outras pessoas tomem cuidado com estes procedimentos.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é o jornalista (MTB 80753/SP) responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Para a página de Imprensa, aqui. Contato com a Diretoria da ONG, aqui. Seja um Associado/a, aqui