Vaticano omite orientação à psiquiatria para homossexuais do Papa Francisco

Após diversos protestos por ONGs LGBTs mundiais, e revolta nas redes sociais, o Vaticano retirou nesta segunda (27) a referência à psiquiatria que o Papa Francisco deu em entrevista domingo.

A entrevista, concedida dentro do avião que o levava da Irlanda de volta para Roma, o Papa Francisco recomendou psiquiatria para os pais que observarem tendências homossexuais em suas crianças.

Entretanto, o erro foi durante a transcrição da fala do Papa pelo próprio Vaticano. Segundo eles, o Papa disse “Quando isso se manifesta desde a infância, há muitas coisas a fazer, pela psiquiatria, para ver como são as coisas. É outra coisa quando isso se manifesta depois dos 20 anos”.

Em outras palavras, segundo o Vaticano, ele quis dizer que, em momento algum, desejou se referir a homossexualidade como uma doença psiquiátrica. Ele recomendou o uso da psiquiatria pois, como se trata de criança, com muitas coisas em processo de formação, o psiquiatra poderia entender melhor todas as esferas desta criança. Não com o objetivo de mudar sua sexualidade e sim, de ter apenas um acompanhamento saudável de sua orientação sexual.

Mas, por conta das polêmicas, a palavra psiquiatria foi removida e tudo foi explicado. E, pelo registro histórico, não é a primeira vez que o Vaticano muda uma fala do Papa Francisco.

Em todo o caso, o que todos nós sabemos é que o Papa Francisco é um Papa antenado com as situações do mundo moderno e, tudo indica, por outras palavras e manifestações, que há amor pelas pessoas homossexuais.

Afinal, ele poderia ser um Papa radicalmente contra. E não é. Felizmente.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui